sábado, 29 de abril de 2006

A Itália a conta gotas

O candidato da coligação liderada por Prodi à Presidência do Senado italiano, Franco Marini, não conseguiu ser eleito após três votações que se prolongaram pela madrugada. O candidato de Silvio Berlusconi, Giulio Andreotti, continua na corrida. Hoje há uma quarta votação.

Onde estão os defensores da liberdade de expressão? O Vaticano, pela boca do secretário da Congregação para a Doutrina e a Fé, arcebispo Angelo Amato, pediu aos católicos o boicote do filme O Código da Vinci.

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Lisboa 2006 (Foto TV, jr)

O discurso do Senhor Presidente visto de estibordo e de bombordo:

Triste sina:Mais surpreendente do que o discurso com que o professor Cavaco Silva decidiu abrilhantar o 25 de Abril foi o coro de elogios hiperbólicos e de interpretações estapafúrdias que a nata do país lhe dedicou, tentando dar peso e significado a uma intervenção que, bem vistas as coisas, se ficou pelo enunciado do mais estafado lugar-comum. Ao pronunciar-se contra a exclusão social, sem se deter nas suas causas, nem definir formas de a combater, o novo Presidente da República limitou-se a debitar um conjunto de boas intenções, que todos sem excepção partilham, devidamente condimentado por velhinhos sem tecto, mulheres espancadas por maridos alcoólicos e crianças indefesas, limitadas nos seus justos e precários anseios. Nada que uma candidata a um concurso de beleza não tenha alinhavado na sua cabecinha, quando chega a hora da vitória e o momento de revelar publicamente que gostaria de acabar com a pobreza em geral e com a fome dos mais desfavorecidos. É evidente que ninguém se dá ao trabalho de andar por aí perguntar às misses de todo o mundo como é que elas tencionam contribuir para esse louvável propósito. Mas seria de esperar que a reacção a um discurso presidencial fosse um pouco mais exigente e não resvalasse unanimemente para um entusiasmo pueril perante um "compromisso cívico" em torno de meia dúzia de vacuidades. Constança Cunha e Sá, no Público.
Um discurso "significante":O discurso é expressão clara de uma coabitação que actualiza o conceito de cooperação estratégica. O exemplo mais claro disso é a referência de modo explícito ao PNAI (Plano Nacional de Acção para a Inclusão), que foi revelado no dia seguinte pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 40/2006. Ou seja, o Presidente da República usou esta oportunidade para ampliar o significado de uma medida governamental que ainda não fora publicada, para lhe dar uma visibilidade que nunca teria sem tal referência; no fundo, optou nesta sua primeira intervenção de alto coturno político por se "colar" a uma estratégia governamental. A felicidade estampada na cara do primeiro-ministro e os aplausos da bancada socialista não enganam. (...) Com mágoa e raiva o digo: deve ser muito difícil encontrar no mundo mais desenvolvido elites mais egoístas, com menos sentido social, mais desinteressdas com as dores dos que são trucidados pela roda da vida e com o sofrimento dos seus concidadãos, do que as elites portuguesas. Com raras e honrosas excepções, os grandes patrimónios portugueses, as grandes empresas que têm lucros muito vultuosos, os tycoons que acumulam fortunas rápidas, nada fazem para acudir aos excluídos, não dão nada de seu para tentar minorar as dores dos danados da terra. Por isso é politicamente cheio de "significado" este apelo a uma "mobilização geral, uma verdadeira campanha em prol da inclusão social". O apelo, e o que pressupõe, pode exprimir a base teórica e anunciar a dinâmica ideológica do quinquénio cavaquista. O que para muitos será considerado um paradoxo: o Presidente eleito por uma base de apoio mais à direita poderá fazer da inclusão social a razão de ser do seu magistério.Mas este só é um paradoxo para quem não estuda História. Em épocas de profunda reestruturação económica, num momento histórico em que temos ainda os pobres das sociedades tradicionais, já os pobres das sociedades em transição acelerada e até os pobres das sociedades pós-industriais (como há 20 anos - sem que ninguém ligasse - tantas vezes escrevi), o puro instinto de sobrevivência (à falta de alguma virtude teologal) deverá levar os mais favorecidos a redistribuírem parte do que acumularam. Assim seja! José Miguel Júdice, no Público.

Merece destaque

Ellen Gracie , sem lei de "paridade" a que se encostar, tornou-se a primeira mulher a ocupar a presidência do Supremo Tribunal Federal do Brasil, tendo tomado posse a 27 de abril de 2006.

Até amanhã

Deportation - O Video. (Resultado da acção do senhor MNE?)

Silêncios comprometedores: hoje houve propostas do Governo para a reforma da Segurança Social. O debate sobre esta importante questão está lançado. Significativo é que, até ao momento, os habituais comentadores bloguisticos, sobretudo os que reduzem toda a actividade do governo a meros actos de propaganda, ainda não tiveram disponibilidade para escrever umas palavrinhas. Será cansaço?

quinta-feira, 27 de abril de 2006

«Não sei do que gosto mais, se de ouvir o que pensa (que não pára de pensar), se de a ouvir contar tanta vida que viveu (que não sabe estar parada sem viver), se de a ver brincar (que a vida para ela tem de ser festa). Gosto de a ver representar: pensa, mexe-se, brinca, imagina e enquanto representa conta coisas que conhece do que viu nos outros. Conversa, de facto (“não achas?”, “lembras-te?”, “e tu?”, “quero perguntar-te uma coisa”), curiosa de mim, de ti, de todos os outros e de todas as coisas, firme no que decide e a querer saber o que o outro quer, sempre a pedir esse “tu”. Inventa-se e inventa espaço. Transporta a alegria. Sem peso. Sempre em movimento. Porque vive em sedução. E porque ama como ninguém a sua e a minha e a tua e a nossa liberdade. Há mais actriz? Há mais pessoa? Melhor amiga
Luís Miguel Cintra

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Um presidente, uma maioria, um governo (3): «assistimos ontem a um pronunciamento quase sem assunto, insignificante. A exclusão social é, certamente, um dos problemas crescentes do país. Mas a proposta de "compromisso cívico" feita por Cavaco para a inverter resultou oca e banal. Sendo dirigida a todos e mais alguns, não foi dirigida a ninguém. Será absolutamente inconsequente, não admirando, por isso, que tenha agradado especialmente a José Sócrates. Acabou por parecer um daqueles slogans a favor da paz e do fim da fome no mundo, ditos no meio de concertos rock para empolgar as plateias.» Paulo Ferreira, Público.

Um presidente, uma maioria, um governo: (2) «25 de Abril é sempre que um homem quiser: Como provou o discurso do Presidente da República, a vitória da direita acabou no dia em que Aníbal Cavaco Silva foi eleito. Quem esperava liberalismo, foi ao engano. A mim nunca me enganou, ainda que tivesse votado nele. A direita - liberal - que se organize, que não é por Belém que virão as tais reformas indispensáveis. E viva o 25 de Abril!» (No ABC)

terça-feira, 25 de abril de 2006

Um presidente, uma maioria, um governo: neste 5 de Outubro o Presidente fez um discurso inóquo defraudando quem o elegeu como lider da oposição. Mesmo assim, entre os seus apoiantes, houve quem gostasse. Benza-os Deus!

Até amanhã Ilustração de Adam Hughes

Realidades: «k dia... De manha foi uma seka ter que começar o dia a aturar a seka da sora de a.p e historia...A tarde até ñ foi muito má... como ñ tinha aulas de tarde eu e umas amigas minhas fomos faxer um trabalho de hixtoria pa casa de uma miga mh...so k acabamox por ñ faxer nada e fikamos a tarde toda a jogar matraquilhos....foi mt fixe.Depoix fomx comprar gelados e fomx pa paragm comer, só k kando td tava a correr bm, para meu axar tavam ox rapaxex na paragm e klaro o santos tbm tava lá....k horror ja ñ falo km ele á bue tmpo e sinceramnt ñ m tava apetecer falar km ele na kela altura...mx prontx teve k xer pa ñ kriar má onda...eu ja tava farta d tar ali ,ja so via a hora d me ir embora...até k kando vinha embora o santos xamou por mim pa eu ir falar km ele ,max eu dixe k ñ tinha temp ,mx ele amarrou m e eu tive mxm que falar km ele...ele queria faxer as paxex kmg mx eu ñ lhe liguei...e dixe-lhe k ñ ia voltar atras e que nunca mais ia falar km ele ....ele foi-se embora mx eu xei k fikou bue trixte ....mx é bem feita é pa ele aprender a ñ akreditar em td k lhe dixm... bjx... fikm bm...»

Paris Hilton desfila roupinhas de Julien Mc Donald no London Fashion Week

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Produtividade: «Vivo rodeado de pessoas cujo maior prazer na vida é chegarem 10-12 minutos atrasados ao escritório, que vão para casa às 6 em ponto pela mesma razão que chegam atrasados de manhã, que não pedem recibos porque sem impostos é mais barato, que passam a bola "a outro e não ao mesmo". Há quem não acredite que os americanos tenham ido à Lua, eu não acredito nos portugueses
(n0 Classe Mádia, e pelos comentários todo o mundo se sente ofendido).

Soneto Inglês No. 1

Quando a morte cerrar meus olhos duros - Duros de tantos vãos padecimentos, Que pensarão teus peitos imaturos Da minha dor de todos os momentos? Vejo-te agora alheia, e tão distante: Mais que distante – isenta. E bem prevejo, Desde já bem prevejo o exato instante Em que de outro será não teu desejo, Que o não terás, porém o teu abandono, Tua nudez! Um dia hei de ir embora Adormecer no derradeiro sono. Um dia chorarás... Que importa? Chora. Então sentirei muito mais perto De mim feliz, teu coração incerto.
Manuel Bandeira (Recife, 1886-1968)

domingo, 23 de abril de 2006

Será distracção minha? (4) Ou a oposição - as oposições - só sabem dizer o que está mal, mas não fazem a menor ideia de como fazer melhor?

Será distracção minha? (3) Ou quando se lhes bate onde mais dói eles ficam calados que nem ratos?

Será distracção minha? (2) Ou será que as mesmas pessoas que dizem que José Sócrates só faz propaganda acreditaram na propaganda americana das armas de destruição massiva?

Será distracção minha? Ou há quem esteja contra o nuclear em Portugal e a favor do nuclear no Irão?

Bedeteca de Lisboa: a ideia é de 1992 à volta da LX Cómics, com o João Paulo Cotrim como ponta de lança e com o habitual entusiasmo de João Soares. Um espaço com dignidade - o palácio do Contador-Mor - só foi possível com a chegada de João Soares à presidência da Câmara de Lisboa, em Novembro de 1995. No Dia do Livro do ano seguinte abria as portas. Comemora hoje o 10º aniversário!

quinta-feira, 20 de abril de 2006

A propósito...

«Dizer que a cultura americana sofre de problemas sérios é chover no molhado. No entanto, quando um filme como "Crash" é considerado uma obra sensível, um "retrato bem acabado" sobre a cultura racista norte-americana, sobre as intolerâncias étnicas e, por fim, é ganhador do Oscar de melhor filme – bem, aí se vê com clareza o quanto o american way of life é doente, além de chato e extremamente superficial.»
(Alessandro Garcia, no Suburbana)

A não perder: A polémica poética entre Jorge Melícias (Mudam-se os calos, mudam-se as vontades - Da Literatura) e José Mário Silva ( A PROPÓSITO DE MUITO POUCO - A Invenção de Morel)

Memórias do Cinema Emmanuelle (1974)

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Desafio

Da minha varanda teve a simpatia de me desafiar para dar continuidade à divulgação de uma ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA OU DE SOLIDARIEDADE SOCIAL. Escolhi a ACAPO -ASSOCIAÇÃO DOS CEGOS E AMBLÍOPES DE PORTUGAL, cuja actividade tive oportunidade de conhecer durante a década de 90 e, também, de acompanhar o trabalho do Doutor Deodato Guerreiro que editou, através do Gabinete de Referência Cultural da Câmara Municipal de Lisboa, uma agenda cultural para cegos.
A ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que tem como fins estatutários a defesa dos direitos e a promoção da integração sócio-profissional dos deficientes visuais. Esta instituição representa a área da deficiência visual no Conselho Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência. A ACAPO tem direccionado o seu campo de actuação para áreas, actividades e serviços que se entende contribuírem efectivamente para a promoção da igualdade de oportunidades, da inclusão e da equidade social.
Para dar continuidade a este desafio passo o testemunho a:
- Código de Santiago.

«El Mundo» informa: La crisis iraní impulsa el precio del crudo Brent, que alcanza los 74 dólares por barril.

Nas pisadas da SIC: aguarda-se para breve o Blasfémias Gaja.

Verdades: Casino novo, Parque Mayer degradado.

Milagres: perante as conclusões do boletim económico da Primavera, apresentado ontem pelo Banco de Portugal, (a que acresce a subida do preço do barril de petróleo, o endividamento das familias a crescer e o Estado a gastar mais) só nos resta esperar que aconteça um milagre. Pelo percurso histórico deste bom povo em matéria de santas intervenções, nada é impossível. Começámos cedo. Quando precisámos afirmar a nacionalidade do Condado Portucalense, D. Fuas Roupinho foi salvo, em manhã de nevoeiro, numa falésia, pela Senhora da Nazaré; depois, contra os invasores sarracenos, nos campos de Ourique, debaixo de sangrenta peleja, Cristo saiu de um raio para salvar D. Afonso Henriques de uma derrota certa; mais tarde, no século XIV, em Aljubarrota, foi a Virgem que guiou a espada de D. Nuno Álvares Pereira contra os castelhanos que nos queriam anexar; também, quando foi preciso atacar o poder dos judeus, o milagre deu-se na Igreja de S. Domingos fez ontem 500 anos; quando, em 1917, os sovietes despontaram no oriente deslocou-se então a Virgem a Fátima para que tais maquinações não chegassem à nossa terra. Tal como em outros momentos importantes da nossa história, hoje estamos de novo a precisar de um milagre! Mas desta vez - os tempos são outros - é mais complicado: a Virgem tem de aparecer a cada dos portugueses e explicar-lhes que atirar a culpa para cima dos outros não resolve a situação.

Há 500 anos: uma página sangrenta da história da Igreja Católica vivida nas ruas de Lisboa.

Produtividade: o mal dos nossos pecados ou, como diz o outro - falam, falam, mas eu não os vejo a fazer nada.

terça-feira, 18 de abril de 2006

Bom senso: nos finais dos anos sessenta, um velho operário metalúrgico dizia que não recebia lições de quem sabia mais do que ele, mas sim de quem fazia melhor do que ele.

Lições de economia: não falta quem saiba qual é a receita.

Vertigem: descontraiamente, vivemos o tempo que antecede as grandes convulsões. Estamos sentados em amena cavaqueira sobre um barril de petróleo.

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Está mal: Nuno Catarino aproveitou a pausa da semana santa para assassinar um dos meus blogues preferidos - A Forma do Jazz.

sábado, 15 de abril de 2006

Semana Santa: a RTP passou hoje a Paixão de Cristo, de Mel Gibson, que muita boa gente considera um filme anti-semita. Não há nada mais fácil do que catalogar estas coisas. Ficam logo arrumadas na devida prateleira.

sexta-feira, 14 de abril de 2006

Ratos e homens: só hoje, via Da Literatura, li o lúcido texto de Vasco Graça Moura, no DN de quarta-feira. Não resisto a transcrever o remate final: «O bem-estar e os interesses de 15 mil seres humanos valem menos do que umas ossadas pré-históricas, a qualidade de vida dos morcegos, a passagem dos sapos e o alcance, verdadeiramente ibérico e patriótico, da preservação de uma variedade de ratos. »

Investigação Bíblica, dizem eles: «Um "comilão e um ébrio, amigo de publicanos e de pecadores". É desta forma que Jesus é criticado por vários dos seus opositores: a refeição é um dos aspectos mais significativos do ministério de Jesus Cristo, até agora ignorado pelos especialistas. Mas, nos últimos tempos, aumenta a investigação bíblica em torno do tema e há mesmo quem diga que, segundo o Evangelho de Lucas, Jesus foi crucificado pela forma como comia». - escreve o Público.

Deputados e Código do Trabalho: Tendo em conta tudo o que li nestes últimos três dias, aprendi que, na opinião maioritária da "blogosfera", o Código do Trabalho é o regime jurídico que se aplica (ou que se devia aplicar) aos deputados. Compreendi, também, que muitos dos que escrevem sobre o assunto gostavam de ser deputados (e escrevem para serem notados) para demonstrar que, se tal acontecesse, constituiriam exemplo do cumprimento escrupuloso das regras que ao trabalho dependente dizem respeito.

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Porque esta semana é santa

Graças a Deus sou ateia!
Não bastavam os pecados capitais
Os veniais
Os originais
E outros que tais
Tinham de inventar mais!
Não chegavam:
A avareza, a gula e a preguiça
A vaidade, a ira, a luxúria e a cobiça
Para levar os crentes ao purgatório
Tinham de juntar ao somatório
Ver TV, navegar na Internet
E ler os jornais!
Porra!!!!
Não arranjam mais?
Um crente não dá um passo
Sem tropeçar num pecado
Um crente mal se distrai
E está logo tramado
E são tantos e tão variados
Pecados e penitencias
Que não ser pecador hoje em dia
Não é questão de fé, disciplina
Ou teologia
Mas arte, saber, erudição.
Não pecar é uma ciência!

terça-feira, 11 de abril de 2006

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Até amanhã Valery Kosorukov, Model in front of a mirror, Oil on Canvas, 30" x 40".

O eucalipto
José Sócrates está a secar tudo à sua volta - até O Acidental se eclipsou, apesar de ainda espernear dentro da urna.

Os italianos são um povo feliz Nem Berlusconi, nem Prodi. Viva a Gina Lollobrigida.

A despedida?

RETRATOS DO TRABALHO EM CARNAXIDE (2)

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Novidades na Bogosfera - Pré-publicações

Pela primeira vez em Portugal, (a segunda parece que vai ser no Abrupto com Agustina) um blogue, o de Artur Gonçalves, vai publicar a opinião de João Paulo Queiroz, professor assistente de Cultura Visual na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, uma pequena análise das capas dos discos do Artur Gonçalves. Com a devida vénia e agradecimento. "Até a barraca abana" - diria o poeta.

O Debate do Grémio

Ao ler as posições de Marques Mendes no Debate do Grémio sobre a Constituição, (contrariadas por Mota Amaral no Parlamento) transcritas por Jorge Ferreira, lembrei-me do animado almoço entre Marques Mendes e Paulo Portas, na segunda-feira, num restaurante à beira rio, em que Portas, com ar descontraído, de camisa às riscas multicolores e fumando desalmadamente SG Filtro, falou quase todo o tempo que demorou o repasto. Mendes, enfatuado e engravatado, com ar tenso e fumando SG Light, escutou atenciosamente o seu companheiro de refeição. Portas deve ter dado a Mendes uma aula sobre a revisão constitucional.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Já naum tem ditadura militar por aí?

O meu voto na Scarlett resultou Scarlett Johansson Voted World’s Sexiest.

Blogue da semana Desde mis gafas: a nostalgia soviética. (Mikhaíl Gorbachev: de héroe a villano ... Occidente se lo dió y Occidente se lo quitó)

domingo, 2 de abril de 2006

Também tu Vasco?

«O défice ficou nos seis por cento como fora planeado e prometido. O ministério da Educação começou a pôr na ordem o sistema escolar e a resistir à ditadura da FENPROF. O ministério da Saúde passou por cima do lobby das farmácias (verdade que numa questão de pormenor) e tenta introduzir alguma lógica nos serviços (centros, maternidades, por aí fora). O programa Simplex irá com certeza aliviar muita gente. O esforço para racionalizar a administração do Estado parece, em princípio, genuíno e útil. Não vale a pena continuar a lista, porque Sócrates se encarrega ele próprio da propaganda e as sondagens mostram que o público em geral percebe que apareceu enfim uma força política com alguma capacidade de agir.» Vasco Pulido Valente, Público.

sábado, 1 de abril de 2006

Olá, Mário.

Oposição moderna descobre raíz do males do país

Segundo o Público: «Alegre compara política actual "ao pior dos tempos do salazarismo