segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

||| Bom Ano 2008.

domingo, 30 de dezembro de 2007

||| Época de saldos.

Como diria Bernard-Henry Lévy: Deus morreu, Marx também e eu próprio não me sinto lá muito bem.

||| Crise à portuguesa ou perdido por cem, perdido por mil?

15.820 compras por minuto, foi o valor máximo atingido este Natal nas transacções electrónicas em Portugal. Aconteceu entre as 18 e as 19 horas do dia 21 de Dezembro.

||| Leituras.

Nuno Brederode Santos, no seu estilo elegante, escreve sobre a «tragédia do BCP», no DN. Transcrevo o último parágrafo:
«Daí que, quando a actual discussão serenar, possamos voltar à questão que sempre nos ocupou: as tentações da banca para influenciar e condicionar os partidos e os governos. Porque, se bem me lembro, a europeíssima ameaça que enfrentamos é a da prevalência do poder económico sobre o poder político - e não o seu contrário.»

sábado, 29 de dezembro de 2007

||| Jogging à Sarkozy nas ruas de Luxor.

(foto Jack Guez/AFP -via Jumento)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

||| 2007. Um ano como os outros.

Excelente olhar (sobre o ano que agora acaba) de Francisco José Viegas. De A a V, em 3 partes.

||| Benazir Bhutto assassinada.

Benazir Bhutto, a líder da oposição no Paquistão, foi assassinada à bomba, hoje, no final de um comício eleitoral do seu partido. O general Pervez Musharraf já pode dormir tranquilo.

||| Perdoais-os senhor, eles não sabem o que fazem.

||| Governamentalizado?

«BPI apoia lista de Santos Ferreira à liderança do BCP»

||| Coincidências?

Esta semana, entalada entre festejos religiosos – essa coisa horrível a que chamam «Natal» - e festejos pagãos – essa outra coisa, marco da contagem do tempo, a que chamam «passagem de ano», foi a escolhida para anunciar a nova Administração do BCP.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

||| Ler os outros.

BCP, AGAIN , Eduardo Pitta (Da Literatura).

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Música de Natal (3) (Santana)

Música de Natal (2) (John Zorn)

Música de Natal (Led Zeppelin)

||| Crises, consumos e natais.

À atenção do Eduardo e do Francisco: segundo os dados da SIBS (de acordo com o Público), nos primeiros 18 dias de Dezembro os portugueses usaram os seus cartões Multibanco para levantar 1388 milhões de euros e para comprar produtos com o valor de 1547 milhões. Estes números, somados, representam um acréscimo de 6,3 por cento face aos mesmos dias do ano anterior. Tendo em conta que a inflação homóloga, em Novembro, se cifrou em 2,8 por cento, regista-se um acréscimo real das aquisições feitas utilizando este método de pagamento de 3,5 por cento.

domingo, 23 de dezembro de 2007

||| Cuidado com as Festas: a ASAE anda por aí...

(imagem do Rui)

||| A comunicação está a passar por aqui!

A rainha Isabel II, de Inglaterra, tem um «canal» no You Tube, onde irá passar o seu discurso de Natal. A senhora já colocou naquele suporte o seu discurso de 1957, as imagens do casamento da rainha-mãe, um documentário inédito sobre a morte de Jorge VI, e a sua coroação. Mais documentos históricos se seguirão. São estes factos que, um a um, quase sem se dar por eles, vão diversificando e alterando qualitativamente o conceito e a forma de comunicação social. Viva a Rainha!

||| Derrubar muros e fronteiras.

Há quem não entenda o que representa para os povos da República Checa, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Eslováquia e Eslovénia a abolição das suas fronteiras no espaço europeu. O que hoje é um acto vulgar - atravessar uma fronteira sem estar dotado de passaporte e sem ser vigiado por polícias - ainda há poucos anos era um crime, e em milhares de casos foi penalizado com um tiro na nuca. Como diria o poeta: Eles não sabem, nem sonham, / que o sonho comanda a vida. / Que sempre que um homem sonha/ o mundo pula e avança/ como bola colorida/ entre as mãos de uma criança. Tratados europeus, abolição de fronteiras, espaço Schengen - tudo isto deixa os saudosistas do Muro de Berlim em estado de choque. Queriam voltar a esse triste passado mas, envergonhados, apenas agitam o «referendo».

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

||| Frases perdidas.

«O Benfica é melhor que o FC Porto e vamos ultrapassá-los»

Cristián Rodríguez, DN, 21.12.07.

||| Frases esquecidas.

«(...) a democracia política (na URSS) sofrendo graves limitações ao mesmo tempo que se verificava a acentuação do carácter repressivo do Estado e a infracção da legalidade»
Álvaro Cunhal, Intervenção no XIII Congresso Extraordinário, Maio de 1990.

||| Pequenos passeios.

A um tiro de distância: Museu do Prado, Madrid. Fábulas de Velázquez: Mitología e Historia Sagrada en el Siglo de Oro. Até 24 de Fevereiro de 2008. Há coisas pelas quais só se passam os olhos uma vez na vida. Mas vale a pena.

||| Pensamento às duas e meia da matina.

Nunca se esqueçam (mesmo que não saibam, nem nunca venham a saber) que é mais fácil falar do que fazer.

||| Bom Natal.

Nunca percebi bem o que é esta época (ou este dia) a que chamam Natal. Não percebo se é uma festa religiosa, com missa do galo incluída, se é uma festa dos centros comerciais ou se é uma festa da família. Não sei, com rigor bíblico, distinguir o Pai Natal do Menino Jesus, nem sequer sei se Cristo é capricórnio. Assisto indiferente à correria em busca de prendas e outras inutilidades embrulhadas em papel celofane com renas e fitinhas multicolores. Tenho até a veleidade de pensar que nem as criancinhas com mais de 3 anos acreditam na treta do Pai Natal, como não acreditam na cegonha que vem de Paris. Mas, apesar do que fica escrito, acredito na solidariedade e na amizade. Não acredito que seja o Pai Natal ou o Menino Jesus que as simbolizam, mas desejo um bom Natal a todos os que têm a pachorra de aqui passar e, particularmente, daqueles que, através deste meio, os conheci (mesmo virtualmente) e me presenteiam com a sua amizade.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

||| Boa piada.

Pedro Vieira, depois de zurzir, com razão, na Juventude Popular, por esta querer abolir o salário mínimo, preconiza «a implementação de uma inteligência mínima nacional para exercer política». E acrescenta: «o bernardino soares, bombista desde os 4 anos de idade desmascarado pelos meninos do caldas, só pode concordar comigo». Juntar numa só frase «inteligência mínima nacional» e «bernardino soares» sem este perceber o sentido da coisa é bem esgalhado.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

||| Noite Branca.

Parece que a Noite Branca no Norte se está a desfazer. A neve vai derreter.

||| Gosto tanto de vacas que até as como.

O título deste post (espero que a maledicência não se encarregue de interpretações menos literais) destina-se apenas a destacar, em primeiro lugar, o melhor bife de Lisboa – o do Café de S. Bento –, assim considerado pela Time Out há dois meses e, também, sublinhado pela revista de bordo da Vueling; e, em segundo lugar, a atribuição do prémio da melhor vaca de presépio promovido pelo Luís.

domingo, 16 de dezembro de 2007

||| Ler os outros.

Atenção à previsão do Ricardo. Só lhe acrescentaria mais um ponto: para ter Luis Filipe Menezes e Paulo Portas a seu lado.

||| Estratégias contra o crime…

A PJ alterou a estratégia no combate ao crime violento na noite portuense. Até ontem, tudo indicava que tinha decidido acabar com a matança através da operação «Olhar de longe», ou seja, quando se matassem todos uns aos outros, o assunto estava arrumado. Ontem, deu início à operação «Noite branca», ou seja, deu o sinal de que podem estragar os «negócios» da noite caso não parem de se matarem uns aos outros. De resto, continua tudo na mesma.

||| Avivar a memória.

O Prémio Pessoa 2007 foi atribuído à historiadora Irene Pimentel. Nada de mais, já que não consta que avivar a memória alguma vez tivesse feito mal a alguém.

||| Inquérito.

No inquérito, que corre os seus termos na coluna da direita, com a pergunta: Qual a escolha de José Sócrates para o novo aeroporto de Lisboa?, a maioria dos participantes (neste momento 56%) acredita que a decisão do Governo sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa vai para Alcochete. Curioso.
(Adenda: mais curioso ainda é o inquérito do Jorge Ferreira (Tomar Partido) no qual, neste momento, 56% dos participantes respondeu que o Benfica vai ser campeão nacional esta época).

||| Pelourinho de Beja.

O João Espinho (Praça da República) contemplou o «Conquilhas» com o Pelourinho de Ouro 2007. Mas, atenção, esta atribuição não é inocente. Nos Costumes de Beja, está escrito: «Os almotacés maiores, deviam fazer justiça, a qual consista em pôr o delinquênte no pelourinho e obriga-lo a contar, lá de cima, os cinco soldos para o concelho, conservando-se entretanto ali». Ora, o João obriga-me a contar os cinco soldos para o Concelho...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

||| Referendos.

É compreensível que os comunistas europeus exijam referendos. Ao Tratado. À Carta dos Direitos Fundamentais. E a tudo o mais. Só se pode exigir referendos nos países democráticos, onde existe liberdade de expressão, liberdade de reunião e de manifestação, constituição de partidos políticos, separação de poderes e por aí fora. Não lhes passa pela cabeça pedir referendos na Coreia do Norte ou em Cuba.

||| O Tratado de Lisboa.

Assisto, através da televisão, ao espectáculo que decorre no Mosteiro dos Jerónimos. Trata-se da acção de Marketing da marca Portugal melhor conseguida de sempre. Mete num chinelo a EXPO 98 e o Europeu 2004. Aparte o espectáculo, confesso, não li o Tratado. Nada nem ninguém me obrigaria a tamanho desperdício de tempo. Nada nem ninguém me obrigaria a mastigar o linguajar hermeticamente fechado de um documento daquele tipo. Mas estou de acordo com a assinatura deste Tratado. Deste ou de qualquer outro, desde que todos os representantes eleitos de todos os países europeus os queiram assinar. Este Tratado é imperfeito? Devia contemplar mais e isto e aquilo e menos não sei quê? Tratados imperfeitos são todos. A perfeição só está acessível aos deuses. A proveniência dos principais críticos a este Tratado (ou a qualquer outra versão) é sempre a mesma: são aqueles senhores que ainda sonham com uma Europa dividida pelo Muro de Berlim (e toda a extrema-esquerda) ou, então, a extrema-direita que esperneia por essa Europa fora. Aliás, ontem, em Estrasburgo, na arruaça no Parlamento Europeu, essa união foi patente. Quanto ao referendo sobre o Tratado, dispenso-o. Dispensei-o em 1985, aquando da adesão, por maioria de razão o dispenso agora. Quem deseja que Portugal saia da União Europeia que o defenda, a bem da diversidade de opiniões e do pluralismo político.

||| Circo.

A Ana escreve com caneta de tinta permanente, letra bonita e preto no branco.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

||| Conversa de café.

- É pá, então não vai haver referendo a essa coisa do Tratado?
- Dizem que ao Sócrates até dava jeito, mas o Cavaco não quer.
- Ai é? Mas eu conheço aí gente que apoiou o Cavaco e que quer um referendo.
- Isso são sempre os mesmos: querem sol na eira e chuva no nabal. Tivessem votado noutro.

||| Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

Noticiam os jornais que, hoje, José Sócrates foi assobiado pelos eurodeputados do Grupo da Esquerda Unitária (onde se integram o PCP e o BE) ao discursar no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. A este protesto de rua, feito em t-shirt com a palavra referendo, em sede parlamentar, associaram-se de imediato os deputados europeus representantes da extrema-direita. É caso para dizer: diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Miguel Portas conta os acontecimentos em versão «eu não fui».

||| Lisboa.

The 53 places to go in 2008, segundo NY Times.

(via Estado Sentido)

||| A ler

O Senhor Reitor.

||| A estratégia e a táctica dos social-democratas portugueses.

A Câmara de Lisboa aprovou a contratação de um empréstimo de 500 milhões de euros para pagar dividas a fornecedores. O PSD – em maioria na Assembleia Municipal – propôs que a Câmara só contratasse 400 milhões. Foram a votos, mas os autores da proposta – o PSD – não votou a favor da sua própria proposta. Estranho? Entretanto, foi suscitada a eventual «ilegalidade» na aprovação do dito empréstimo. A Assembleia Municipal repetiu ontem a votação da mesma proposta, cuja aprovação necessitava de maioria absoluta, para «limpar» as dúvidas. O PSD, desta vez, votou a favor. O que é que significa a diferença do sentido de voto da primeira para a segunda votação? Desorientação ou «politiquice»?

domingo, 9 de dezembro de 2007

||| A um europeu tudo se desculpa, a um preto não?

Estas fotos (e muitas outras) da casa de Mugabe percorrem a blogosfera. Estão legendadas sem recurso a palavras: vejam onde mora o ditador, enquanto o seu povo morre há fome. É verdade, mas Mugabe, que nasceu em 1924, viu muita coisa e apenas aprendeu com os europeus. Deixemo-nos, pois, de falsos moralismos. Quantos europeus construíram casas destas em África? Quantos europeus viveram em casas destas em África, enquanto os naturais morriam à fome? Na Rodésia de Ian Smith, recordam-se? A um europeu tudo se desculpa, a um preto não?

||| Bloguices.

No sábado, em Beja, participei num almoço muito agradável (pelos secretos de porco preto em molho de Marquês de Borba, acompanhados com migas, e pela companhia), a convite do João Espinho. Seguiu-se uma conversa amena sobre blogues, na Rádio Pax, a convite da Madalena - O outro lado – com o Rodrigo, o Fernando, o Ricardo, o anfitrião do almoço e o Dr. Flores (um açoriano cheio de memórias que fez de Beja a sua terra). Falou-se sobre tudo, mas o bombo da festa foi o Pacheco Pereira.

||| Circo ou realismo hipócrita?

Ainda se recordam do Saddam Hussein? O ditador da Babilónia. O «Ocidente» invadiu e destruí-lhe o país. Caçaram-no como uma besta. E, depois de um julgamento apalhaçado, passaram-lhe uma corda à volta do pescoço. Em nome da democracia? Então e estes que este fim-de-semana se passearam por Lisboa? São «mais iguais» ou «menos iguais» ao outro? Ainda se recordam do dircurso de Durão Barroso, na Assembleia da República, a defender a invasão do Iraque em nome da democracia? E viram-no, ontem, a apertar a mão a toda aquela gente. Nem uma nesga de coerência.

||| Há uns mais iguais que outros.

José Sócrates disse, no discurso de abertura, que a cimeira EU-África era uma cimeira entre iguais. Mas, no final, houve quem se mostrasse mais igual que os demais. Por exemplo, a chanceler alemã, Angela Merkel.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

||| Histórias de amor.

Passou agora no noticiário da RTP2 e as imagens são comoventes: uma criança de 5 anos foi sequestrada, há 6 meses, pelas FARC – aqueles amigos do peito do PCP na Colômbia. Esta história, ao contrário de muitas outras, acabou bem. A guerrilheira que tratou da criança durante os seis meses de cativeiro desertou e entregou a criança aos pais. Muito provavelmente aquela jovem mulher, sem protecção, acabará morta numa qualquer rua escura de Bogotá. As FARC não perdoam estas traições, nem entendem uma história de amor.

||| Na boca do lobo…

O PCP, pela voz «autorizada» de Bernardino Soares, anunciou que vai interpelar o Governo sobre violação de liberdades fundamentais. O partido da ditadura do «proletariado», herdeiro de um vasto património anti-democrático, desde a Coreia do Norte a Cuba, passando pelas repúblicas soviéticas, a questionar a «violação das liberdades democráticas» em Portugal vai ser lindo. Prevejo uma sessão parlamentar bem animada.

||| Origem das Espécies.

O Francisco mudou de casa. Mas levou os móveis antigos. Diz que só compra nova mobilia para o ano.

||| Pois...pois...

||| Treinador de sofá.

Os benfiquistas festejaram a descida à 2ª divisão europeia, como quem obtem uma vitória importante. Repartem com o Sporting a falta de ambição.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

||| Leituras.

Com involuntário atraso.

||| Aeroporto.

Qual a escolha de José Sócrates, em Janeiro, para a localização do novo aeroporto de Lisboa, é a pergunta que se formula no questionário na coluna da direita. Da direita? Sim da direita! Quem acertar tem direito a um saco de caramelos de Badajoz.

||| Lisboa outra vez no fio da navalha.

«Assembleia Municipal de Lisboa discute empréstimo de 500 milhões de euros».

||| São factos, senhor!

Os colaboradores do 31 da Armada – um dos blogues menos sisudos do espaço sideral blogosférico – já ultrapassam o número de recenseados na freguesia de Alguidares de Baixo.

||| Na Rússia de Putin, quem tem um olho é rei.

Hoje em dia ter sido dirigente do KGB já não é relevante, mas ainda ajuda muito:

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

||| Venezuela, e agora? (2)

Vamos ver se nos entendemos sobre o que se passa na Venezuela. Hugo Chávez decidiu levar o país para o «Socialismo do Século XXI». Ora, este tal «Socialismo» não é diferente do que já foi experimentado durante o século XX em várias latitudes. No caso concreto, a matriz a seguir é a do «socialismo» cubano. Não há alternativa, apesar das fitas de natal com que querem apresentar o embrulho. Chávez, até ontem, pensou que ia lá chegar através de eleições. E porquê? Por acreditar na via democrática? Não! Apenas, porque uma parte considerável das Forças Armadas da Venezuela não aceita outro percurso. O general Baduel, ex-ministro da Defesa de Chávez, não é uma voz isolada contra Chávez. É o rosto de umas Forças Armadas indisponíveis para aventuras anti-democráticas. Ontem, se Chávez se precipitasse, se não reconhecesse o resultado do referendo, tanto podia ser derrubado de imediato, como eclodir uma guerra civil de resultados imprevisíveis. O discurso manso destinou-se apenas a conter as espingardas que se contavam nos quartéis. Chávez, ontem, deu um passo atrás a pensar que, amanhã, pode dar dois em frente. Mas, uma coisa é certa: mais de metade da Venezuela não quer seguir o rumo proposto por Chávez; e também, mais de metade das Forças Armadas. Chávez sabe isso, melhor do que ninguém. A via democrática para o «socialismo» é o único caminho que lhe resta (e para tal conta com parte considerável dos 3 milhões de pobres e desempregados que vivem em barracas ao redor de Caracas, bem como com a memória de uma democracia partidária que se desfez na incompetência e na corrupção). A alternativa é ser derrubado, num ápice, pelos militares fiéis à democracia ou a guerra civil. Vamos ver quais os efeitos do resultado de ontem nos próximos tempos.
(Adenda: sem ironia, Nuno Ramos de Almeida devia passar uma semana em Caracas, incluindo um Domingo (quando Chávez fala num canal de televisão durante 6, 7 ou 8 horas). Falar com taxistas, prostitutas, desempregados, professores universitários, comerciantes portugueses, militares e demais gente da rua. E, depois, no regresso, gostava de ler o que escrevia sobre a viagem.)

||| Venezuela, e agora?

1. «La mayoría del electorado rechazó el proyecto de reforma constitucional propuesto por el jefe de Estado y que instauraría el Socialismo del Siglo XXI»
2. «El ex ministro de la Defensa (General Baduel) celebró el triunfo pero considera que quienes adversaron la reforma deben estar alerta y no perder este "gran momento". »
3. «Chávez: La propuesta no está muerta».
(El Nacional, 3.12.07)

||| Treinador de sofá.

Eu gostava de saber quem convenceu Paulo Bento que podia ser útil como treinador de futebol. Perder com o Porto na Luz é uma inevitabilidade, mas empatar com o último em Alvalade é uma humilhação.

sábado, 1 de dezembro de 2007

||| Outro Martim Moniz?

Será que é moda a inclinação dos presidentes do PSD para se entalarem nas portas de Lisboa?

||| Aeroporto de Lisboa.

O Ministro do Ambiente deu o tiro de partida para a opção Alcochete?