terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Este senhor está em meditação

A equipa que dirige está em primeiro lugar no campeonato com 4 pontos de avanço sobre o segundo classificado e, mesmo assim, foi violentamente enxovalhado por uma seita que, mal viu neve, saiu das cavernas. Só podia entrar em meditação.

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Com um pé fora e outro dentro

Manuel Alegre ainda não sabe bem onde está: se no espaço etéreo onde ascendeu ou na cervejaria Trindade onde janta com os seus apoiantes, enquanto no Largo do Rato se reune a comissão política do PS. Ele bem pergunta o que fazer ao tempo que passa mas, pelos vistos, o vento nada lhe diz, apenas cala a desgraça.

O pior vai ser quando eles perceberem... que Cavaco Silva defende mais o Estado-Providência que José Socrates. Posted by Picasa

Afinal, o Plano Tecnológico existe!

«Microsoft e Estado querem formar um milhão de portugueses em cinco anos .» - Informou o director-geral da empresa.

Estar atento

Vasco Pulido Valente anda a meter a mão na blogosfera.

Ser

Mordo as palavras uma a uma Sabem a coisa nenhuma Letras gastas Versos sem rima Inodoros e sem cor. Ah… Ter nas palavras a força Que têm os mestres Fazer da poesia manifesto Ou fazer com a poesia amor Seria conquistar o mundo sem dar um passo Ter dos pássaros as asas e a liberdade Dos homens todas as vozes E da eternidade provar o sabor.
encandescente

Periférica - o último número, infelizmante.

A despedida da talentosa equipa : «Como prometemos, este não é um número revivalista. Nem um número especial. É só o último. Basicamente igual a todos os anteriores. Mas, por ser o último, permitimo-nos pôr de lado o jornalismo de entrevista e reportagem e deixar que a edição se espraiasse um pouco mais pelas imagens, pela pintura, pela fotografia, pela banda desenhada, pelo design, por aquilo que vem interessando crescentemente os editores cá da tasca». Infelizmente!

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Memórias do Cinema High School Hellcats (1958) Posted by Picasa

Estar atento

CIDADANIA TOPO DE GAMA.Os jornais de referência não comentam. À cautela, evitam o melindre. Mas o Correio da Manhã escreve: «Guilherme Silva, deputado pelo PSD, recebeu o atestado do colega do PS na vice-presidência do Parlamento, mas admite que nem era preciso tanta justificação. Bastava dizer que estava doente.» Bastava dizer? Isto é uma novidade absoluta, parcialmente justificada, na mesma notícia, por declarações do presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado: «os deputados não são funcionários públicos». A gente sabe que não. Mas então porque carga de água o sindicato meteu o bedelho? Na mesma notícia, diz-se que «o médico que passa um atestado a um funcionário público não é obrigado a escrever no documento se o doente pode ou não sair de casa», deixando implícita a ideia dessa faculdade (sair de casa). Isso não é verdade. Apenas nos atestados médicos do foro psiquiátrico é que tal possibilidade (sair de casa) pode ser admitida. Aliás, ainda na mesma notícia, o bastonário da Ordem dos Médicos não podia ser mais claro: «Nos atestados médicos para os funcionários públicos não é escrita a autorização da saída porque se presume que o doente não sai de casa». Eu sei que um deputado não é um dactilógrafo, e que um vice-presidente da Assembleia da República é, para todos os efeitos, um alto dignitário do Estado. O comportamento deve ser correlato. Porquê o atestado? Se, como afirma o seu cardiologista, Manuel Alegre precisa de repouso, e é de elementar bom senso admitir que sim, devia ter adiado as reuniões do Movimento para daqui a quinze dias. Ou então metia férias. Ou, simplesmente, não dava explicações. Este episódio contribui para dar cabo da cidadania. Ficámos todos a saber que aos deputados basta dizer que estão doentes. Mesmo que, no mesmo dia, seis canais de televisão os mostrem frescos e airosos em reuniões públicas de natureza cívica. O controlo e verificação de «baixas» é só para metecos. Um upgrade de cidadania nunca fez mal a ninguém. No Da Literatura.

Os Malefícios do Tabaco (II)
«El Grupo Popular en el Congreso está preparando una ofensiva parlamentaria sobre la ley antitabaco para el nuevo periodo de sesiones al conocer que el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, fuma en el Palacio de La Moncloa». no ABC.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Até Amanhã (Sunday Pictorial Review (1952) Fritz Willis). Via Erotismo Gráfico Posted by Picasa

Os Malefícios do Tabaco

Dublin, uma hora da madrugada de sexta para sábado. Uma chuva miudinha desliza pela noite dentro, enquanto uma brisa gelada penetra os ossos. Nas ruas, à porta de cada bar, desde Dawson Streete a Grafton Street, passando Fleet Street uma multidão convive, de copo na mão, à volta de muitos cigarros. Lá dentro, nos bares onde é proíbido fumar, meia dúzia de vultos deliciam-se no aconchego do ar condicionado. A noite nos bares passou para o exterior - são os malefícios do tabaco!

Azar

Estou fora três dias e perco dois acontecimentos únicos: nevou na minha rua e o Sporting realizou um grande jogo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Eleições e democracia

A realização de eleições é uma condição preliminar das sociedades democráticas. Contudo, a realização de eleições não é suficiente para definir uma sociedade como democrática, independentemente da participação da população no acto eleitoral. A democracia não é um mero processo formal. O caso do Iraque, em que um país ocupante engendrou um processo eleitoral, é disso um bom exemplo. A Palestina pode vir a constituir o segundo exemplo.

A ler

Senhor Presidente, meu amigo...,Mário Bettencourt Resendes, no DN.

Vêm aí dias mais difíceis

Na Palestina, o Hamas ganhou as eleições. O primeiro-ministro Ahmad Qorei já pediu a demissão.

Camaleões ou egos desmedidos?

Tenho vagamente na memória que alguém terá dito (ou escrito, não sei) que Natália Correia se sujeitava ao supremo sacrifício de aderir a partidos políticos para, depois, ter o orgásmico prazer de os abandonar com espalhafato. A poetiza deixou muitos seguidores: há muita gente por aí que defendeu José Sócrates para ver Santana Lopes pelas costas mas, ainda este não tinha aquecido o lugar, já lhe amaldiçoavam a conduta governativa. Pouco tempo depois apoiaram Cavaco Silva desejosos que este assuma o mandato para lhe começarem a zurzir sem dó nem piedade. Quando questionados com este comportamento, dizem (ou escrevem) com o ar cândido das falsas virgens: eu sou isento. Aparentemente, assim parece. Mas é só aparência. Contudo, numa coisa têm razão: a aparência ainda vale muito neste país.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

CARLOS BARROCO Carlos Barroco, o pintor e galerista( Galeria Novo Século), inaugura uma exposição de pintura no Palácio da Galeria, em Tavira. Posted by Picasa

SUGESTÃO - ARCO 06, MADRID.

De 9 a 13 de Fevereiro temos a feira de arte contemporânea de Madrid. Este ano, em que comemora o 25º aniversário( estive ausente em 4 edições, o que não é muito grave), o país convidado é a Austria (na imagem uma obra do artista plástico austriaco Ulli Knall, da galeria GALERIE LISI HÄMMERLE, uma das 22 galerias austriacas representadas. São 15 as galerias portuguesas representadas. Mas para além da ARCO, Madrid oferece dezenas e dezenas de exposições únicas, desde "Vanguardias rusas"no MUSEO THYSSEN-BORNEMISZA até "Arte portugués" no CÍRCULO DE BELLAS ARTES, passando por Adolfo Schlosser no CENTRO DE ARTE REINA SOFÍA. À noite vamos beber um copo no CAFÉ JAZZ PPPULARART. Faça-se à estrada e borrife-se naquela gente que pensa que a política é a única razão da existência.

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ATENÇÃO

Circula no ar qualquer coisa que ainda não percebemos bem o que é: «Italianos autorizados a matar agressores em caso de legítima defesa»

ILUSTRAÇÃO no Vitriolica Webb's Ite And it's ALL true  Posted by Picasa

ESTAR ATENTO
"Caros palermas, chapéus há muitos e até há os que os não usam e andam de careca ao léu: Porque pátria é uma comunidade de significações partilhadas, importa assinalar, em homenagem aos membros da comissão de honra da candidatura presidencial triunfante, que, hoje, em 1970, no ano em que era anunciada a fundação da SEDES, a associação cívica a que no marcelismo parecíamos ter direito, Ramalho Eanes perfazia 35 anos e Eusébio da Silva Ferreira ainda andava pelos 28, enquanto no ano seguinte, no Uganda, assumia o poder Idi Amin Dada". No Sobre o tempo que passa.

ESTAMOS SEMPRE A DIZER MAL, MAS MUITAS VEZES EXAGERAMOS.

"Portugal ocupa o 11º lugar numa lista de 133 países no índice de performance ambiental, revela um relatório de desempenho ambiental. O comportamento português é positivo ao nível da saúde ambiental e dos recursos hídricos mas perde pontos em termos da qualidade do ar. O documento analisou, em 133 países, 16 indicadores e seis parâmetros básicos - qualidade do ar, recursos hídricos, saúde ambiental, produção de recursos naturais, biodiversidade e energia sustentável. A melhor performance é registada pela Nova Zelândia, seguida da Suécia. O Chade apresenta o pior desempenho. Os responsáveis pelo documento alertam para o facto do planeta não garantir a sustentabilidade ao nível da biodiversidade, energia e alterações climáticas. O estudo foi elaborado pelas Universidades norte-americanas de Yale e Columbia, pela Comissão Europeia e pelo Fórum Económico Mundial. As suas conclusões vão ser apresentados hoje na reunião anual desta organização em Davos, na Suiça". SIC Online.

O ALEGRISMO ESTÁ À SOLTA Manuel Alegre vai prolongar o seu encantamento num “movimento de cidadania” à semelhança da SEDES – informam alguns dos seus apoiantes (sem, contudo, referirem que aquela associação nasceu num tempo em que não era permitido a existência de partidos políticos). Neste momento não vão mais além do que um “movimento” por dois motivos: primeiro, temem que a criação de um novo partido se esfume eleitoralmente e dê em águas de bacalhau, como já aconteceu com experiências passadas; segundo, ainda é cedo para transformar em partido um “movimento” cujo substrato ideológico é exactamente anti-partido, e sobretudo anti-partido socialista. Nos próximos tempos vamos ter um “movimento” alegrista como um balão de ensaio. Se esvaziar, tudo não passou de um sonho escondido atrás da “cidadania”; Se encher, então, mandam às urtigas a “cidadania” e lá vem um novo partido. As próximas eleições legislativas são só em 2009. São três anos para testar se há espaço para um novo PRD – agora como farsa, até porque o original tinha como referência um ex-presidente da República e este apenas tem um ex-candidato a tal cargo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

AOS PAÍSES DEMOCRÁTICOS TUDO SE PERDOA...

"CIA montou sistema de rapto e tortura "por encomenda" na Europa" - Conclusão de uma investigação conduzida por um deputado suíço .

HELENA ROSETA EM GRANDE ESTILO

Helena Roseta continua fiel a si própria. Um dia disse que o único cargo que aceitaria era a de secretário-geral do estado a que isto chegou. Hoje, passados muitos anos, mantêm a coerência. Domingo à noite, sem papas nas línguas, classificou o incidente televisivo (em que José Sócrates inicia a sua declaração quando Alegre estava a fazer a sua) como “um ataque à liberdade e à democracia”. E assim se vulgarizam as palavras e os conceitos. Se um dia, o que é pouco provável nos próximos anos, a liberdade e a democracia fossem seriamente postas em causa, Helena ficaria muda: já não tinha palavras para usar. Não militou na extrema-esquerda antes do 25 de Abril, mas está à altura.

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O PROBLEMA DOS VOTOS ALEGRE
"O problema dos votos de Alegre é que eles se podem somar a parte dos votos de Cavaco Silva. O Presidente eleito, na sua campanha milimetricamente delineada para vencer à primeira volta, também tocou a tecla, perigosa, da rejeição da política e também se demarcou dos partidos. Do seu próprio partido, que é, desde 1975 e com o PS, o esteio da democracia liberal contra as tentações populistas, regeneradoras, moralizadoras, autoritárias que habitam o fundo da nossa cultura política. Vimos ressuscitados os velhos rostos de Eanes e de outros eanistas, militares e civis, que pensávamos definitivamente arrumados no passado, integrar a sua comissão de honra. A mesma crise voltou a alimentar a mesma crença atrasada e irracional num salvador da pátria, que vem para pôr a coisas na ordem, a antítese da responsabilidade e da responsabilização democrática de cidadãos livres. Os partidos melhoram-se por dentro e o sistema democrático melhora-se a si próprio, com leis e com práticas reformistas. Não com discursos regeneradores, populistas ou com silêncios que, mesmo que sejam tácticos, são sempre perigosos na medida em que alimentam falsas ilusões. Ligou-se pouco a este lado do sentimento nacional expresso no voto. É este o lado mais preocupante da derrota de Mário Soares, o único candidato que disse e repetiu incansavelmente, numa campanha que foi uma lição de vida, que a política é a mais nobre das profissões e que não há democracia que não assente em partidos políticos. Que, como sempre, nunca caiu em tentação. Se somarmos a ausência de debate político - nenhuma das grandes questões internacionais que condicionam as nossas opções e o nosso futuro esteve presente na campanha, nenhum dos grandes debates que abalam as democracias europeus foi feito a sério nesta campanha -, resta-nos um quadro que, em situação de crise e de desesperança, só pode ser negativo". Teresa de Sousa, Público. (Sublinhados meus.)

CITAÇÔES

(Manuel Alegre) "conseguiu, depois de Otelo, o melhor resultado «contra os partidos» em trinta anos de democracia. Que haja esquerda animada com este resultado mostra como os perigos para a democracia não resultam do candidato eleito mas do segundo candidato. Os socialistas que descalçem esta bota". No Estado Civil.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

RESCALDO O professor de origem humilde, incapaz de qualquer assomo de arrogância cultural porque exclusivamente entretido com manuais e aulas de economia, foi eleito Presidente da República, apesar do sobressalto de última hora: as décimas desciam a cada freguesia contabilizada. Mas, o destino estava traçado e aos 3 minutos para as dez horas da noite a aritmética já não permitia qualquer surpresa. Cavaco Silva saiu, então, de casa para o CCB certo da vitória eleitoral. Preparara meticulosamente aquele momento durante dez longos anos, como qualquer político profissional. A ambição e a desforra da derrota eleitoral de 1996 foi um sonho acalentado durante muito tempo que – com mérito, reconheça-se –, conseguiu transformar em realidade. Para aqui chegar contou com algumas ajudas, obviamente. Mas isso não é nada de extraordinário: trata-se apenas da estrelinha da sorte que cintilante protege os que acabam por vencer. A ajuda mais inesperada veio dos socialistas: já a Primavera de 2005 se esfumara e ainda não havia notícia de candidato. António Guterres não é certamente e António Vitorino nem pensar. Será Freitas do Amaral? No nevoeiro que se adensa, Manuel Alegre mete-se em bicos dos pés, enquanto Jerónimo de Sousa e Francisco Louça marcam o seu território. Neste quadro desastroso, Mário Soares – o velho lobo-do-mar – agarra o leme e, com uma energia inusitada, não desiste de lutar. É evidente, para ele Mário Soares, como é evidente para o comum dos mortais que, com Manuel Alegre como candidato do partido socialista, o tapete vermelho será estendido a Cavaco Silva. Mas, Manuel Alegre, entre dois poemas, um romance e duas caçadas, não tem tempo para pensar nisso. Ainda hoje, depois das eleições, não entende que só obteve aquela votação porque não foi o candidato do partido socialista, mas um candidato contra o partido socialista. Manuel Alegre não entende que, numa segunda volta, só Mário Soares tinha hipóteses de derrotar Cavaco Silva. E assim, com os resultados que todos conhecemos, se escreveu – supõem muitos – a história dos nossos dias. Mas atenção, nós somos apenas protagonistas do efémero. A história dos nossos dias será interpretada objectivamente, despejada das emoções que nos toldam, daqui a alguns anos pelos vindouros. A candidatura de Mário Soares e esta batalha que travou fará parte da memória. Manuel Alegre fará parte do esquecimento.

NA MOUCHE

"Investigador britânico conclui que hoje é o dia mais deprimente do ano". - Informa o Público, página 27. "Este ano o dia mais deprimente de todos acontece hoje, voltou a prever Cliff Arnall, um eminente professor universitário britânico da Universidade de Cardiff, especialista em saúde mental.Não se trata de futurologia, defende Arnall, mas de um cálculo matemático..."
(Via Mau Tempo no Canil)

A FRASE DA NOITE (III) "Existe uma compatibilidade idiossincrática entre Sócrates e Cavaco" - Vicente Jorge Silva, SIC Notícias.

SCARLETT JOHANSSON (II) A minha actriz preferida, agora em Match Point. Posted by Picasa

MARIA VIANA

"Identifico-me como herdeira espiritual do sofrimento humano e da necessidade urgente de amar", em entrevista ao jazz no país do improviso

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domingo, 22 de janeiro de 2006

ATÉ AMANHÃ (Catherine AbelPosted by Picasa

SONDAGENS

Não devemos esquecer a vitória das sondagens.

A FRASE DA NOITE (II) "Espero estar à altura da confiança dos portugueses" - Cavaco Silva.

A FRASE DA NOITE

"Quem pensar que nos derrotou está enganado!" - Francisco Louçã.

O PRÉMIO VAI PARA: "O socialista mais fiel desta campanha" - ver aqui.

CAVACO SILVA

Discurso de vitória muito equilibrado.

CANAL HISTÓRIA
Winston Churchill, em 1940, no dia em que a Alemanha começou a ofensiva a Ocidente, invadindo a Holanda, a Bélgica, o Luxemburgo e a França, foi nomeado Primeiro Ministro. Fez com que o seu país resistisse às derrotas dessa Primavera de 1940, e ao desaparecimento de todos os seus aliados ocidentais, da Noruega à França, e dirigiu-o durante a Batalha de Inglaterra. Finalmente, aliado à União Soviética, desde o primeiro momento da invasão alemã, em Junho de 1941, e com o apoio e depois a participação activa dos Estados Unidos na guerra, acabou por vencer Hitler. Mesmo antes do fim da guerra, sofreu uma espectacular derrota nas eleições de 1945, sendo o seu governo substituído pelos trabalhistas de Atlee.

CITAÇÕES

"Só é vencido quem desiste de lutar" - Mário Soares.

HIPÓTESES A leitura dos resultados mostra que, caso os socialistas apresentassem um único candidato, a segunda volta destas eleições era inevitável.

OS DADOS ESTÃO LANÇADOS
Segundo as projecções, Cavaco Silva é o próximo Presidente da República. Manuel Alegre fica à frente de Mário Soares, o candidato do Partido Socialista. Aguardemos a contagem dos votos.

EVO MORALES -PRESIDENTE DA BOLÍVIA.

Evo Morales foi hoje investido Presidente da Bolívia. Ontem, numa solene cerimónia andina, en Tiwanaku, recebeu os símbolos ancestrais de poder dos povos originais da Bolivia. A cerimónia indígena teve início com Evo Morales, da etnia aymara - uma das 36 que há na Bolivia-, entrando na piramide de Akapana, onde envergou o traje cerimonial, e recebeu dos sacerdotes, envergando túnicas brancas, o bastão que simboliza a liderança indígena. Depois, só, caminhou descalço nol templo Kalasasaya até chegar a uma porta de pedra e daí saudar as cem mil pessoas presentes. Quinhentos anos depois, os povos originais e a cultura pré-colombiana tomaram nas mãos os destinos da Bolívia.

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WOODY ALLEN - UM REGRESSO EM BOA FORMA.  Posted by Picasa

LEITURAS MATINAIS O concerto sem chefe de orquestra. Mário Mesquita, no Público:

"Onde não há nostalgia, não há progresso", sustenta Régis Debray, essa estranha figura de antigo guerrilheiro, filósofo e conselheiro político do presidente Mitterrand. A nostalgia é, para Debray, tudo o que lhe resta do revolucionário guevarista que, noutros tempos, foi. As revoluções, entre o século XVII e o século XX, quiseram sempre refazer a revolução anterior: "só os conservadores não são nostálgicos".A afirmação de Régis Debray aparece no âmbito de uma reflexão sobre o jornalismo contemporâneo (Médias, nº5, entrevista com Emmanuelle Duverger e Robert Ménard), publicada sob o título provocativo de "Os políticos são os criados domésticos dos jornalistas". Se nem sempre é rigoroso ou razoável, Debray é criativo, irreverente, incómodo, mesmo quando se assume sob o signo do passado e da nostalgia.Neste caso, a nostalgia reporta-se ao jornalismo do tempo em que os repórteres dispunham de dois ou três meses para escrever uma série de quatro ou cinco reportagens longas e desenvolvidas, e os diversos títulos da imprensa - republicana, socialista, monárquica, católica ou jacobina - reenviavam os seus leitores para mundos diferentes uns dos outros, em vez de confluírem num consenso em que só pequenas subtilezas de tom ou de pormenor marcam suaves distinções.
(ver mais)

sábado, 21 de janeiro de 2006

REFLEXÃO COM PAT METHENY GROUP  Posted by Picasa

O ROCK EM PORTUGAL (1960-1969) - Os Sheiks

Os Sheiks foram um caso raro de sucesso, nos anos 60,em Portugal. Estiveram mesmo à beira da internacionalização. Nascidos em 1963, os Sheiks eram constituídos por Paulo de Carvalho, na bateria; Carlos Mendes, no baixo; Fernando Chaby, na guitarra solo e Jorge Barreto, na guitarra ritmo. Como gostavam do ritmo shake mudam o nome do grupo (Windsors) para Sheiks e gravam o seu primeiro disco, em 1964, o qual incluía uma versão de "Summertime" de Gershwin. Nesse mesmo ano, em Setembro, Jorge Barreto abandona e é substituído por Edmundo Silva. Em 1965 o grupo lança em disco "Missing You" e "Tell Me Bird", duas das suas canções mais emblemáticas. Este disco acaba, mesmo, por ser lançado em Inglaterra e em França. Neste último país, o grupo faz uma série de espectáculos e é convidado pelo representante dos Rolling Stones em França, para continuar e se lançar numa carreira internacional. No entanto faltava a autorização de um dos pais de um membro do grupo e foi aí que residiu a sua não internacionalização. Apesar disso o grupo grava um EP intitulado "Sheiks Em Paris", com canções feitas no próprio estúdio de gravação. A banda regressa a Portugal e Carlos Mendes abandona,para seguir os seus estudos de arquitectura. Fernando Tordo foi escolhido como substituto de Mendes e gravam o seu último disco, que inclui "That's All". Os Sheiks separam-se definitivamente, já que cada músico seguiu a sua carreira a solo.

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POR AQUI NADA DE NOVO

"Nunca povo algum absorveu tantos tesouros, ficando ao mesmo tempo tão pobre. No meio dessa pobreza e dessa atonia, o espírito nacional desanimado e sem estímulos devia cair naturalmente num estado de torpor e de indiferença. (...) a uma geração de filósofos, de sábios e de artistas criadores sucede a tribo vulgar dos eruditos sem crítica, dos académicos, dos imitadores. (...) A Europa culta engrandeceu-se, notibilizou-se, subiu sobretudo pela ciência: foi sobretudo pela falta de ciência que nós descemos, que nos degradámos, que nos anululámos. A alma moderna morrera dentro em nós completamente" - Antero de Quental, discurso pronunciado na noite de 27 de Maio de 1871, na sala do Casino Lisbonense: Cauas da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos.

OUTROS TEMPOS, OUTRAS VONTADES!

Nos anos 90, a casa onde Fernando Pessoa viveu os últimos anos da sua vida, em Campo de Ourique, foi recuperada e aí instalada a CASA FERNANDO PESSOA - uma casa da poesia.
Hoje está a ser demolida, também em Campo de Ourique, a casa onde morreu Almeida Garrett.
Estes factos, melhor que mil discursos, explicam as diferenças de vontades políticas, de fazer ou assobiar para o ar.

JOSÉ MOURINHO - SOMA E SEGUE!

José Mourinho foi eleito ontem o melhor treinador do mundo de 2005 pela Federação de História e Estatística do Futebol. Este ano já tinha sido escolhido pelos utilizadores do sítio oficial da UEFA na Internet como o melhor treinador europeu, o que acontece pela terceira vez.

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ATÉ AMANHÃ Catherine Abel Posted by Picasa

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

LUIS DELGADO, O FALA-BARATO

Para Luis Delgado - antigo defensor de Santana Lopes - a desonestidade intelectual associada à sabujice não tem limites. Faltavam precisamente dois minutos para a meia-noite quando, na SIC- NOTÍCIAS, ele nos "esclarecia" que, de certeza absoluta, não ia haver segunda volta nestas eleições porque a decisão já há muito estava tomada pelo eleitorado e, triunfante, concluiu que não há milagres de última hora. Em Fevereiro último, em abono de Santana Lopes escreveu, preto no branco, em véspera de eleições legislativas, exactamente o contrário. Em crónica intitulada "As incógnitas finais", explicou então, a dois dias das eleições, que Santana Lopes ainda podia ganhar e para fundamentar tal hipótese, escrevia: «No final da manhã da batalha, o Sol levantou o nevoeiro, e o exército inteiro de Napoleão estava em cima dos austríacos e outros aliados, que foram dizimados sem perceberem o que tinha acontecido.Será que no domingo alguém vai beneficiar do "efeito de Austerlitz" (leia-se dos indecisos ou eleitores envergonhados)?». Valha-nos a memória contra os vendedores de banha da cobra.

MÁRIO SOARES - OS DIAMANTES SÃO ETERNOS. Posted by Picasa

BROKEBACK MOUNTAIN

O filme que ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza é o maior sucesso de bilheteira nos Estados Unidos. BROKEBACK MOUNTAIN conta a história do amor entre dois cowboys e nem as declarações deTed Baehr, da Comissão Cristã de Cinema e Televisão, que classificou o filme como uma "aberração" e uma "tediosa propaganda neomarxista homossexual" afastam os americanos das salas de cinema ou as nomeações para os Globo de Ouro e os prémios como os da Associação de Críticos de Los Angeles e do Instituto Americano do Cinema.

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BACALHAU A PATACO

Cavaco promete "transformar os sonhos em realidade" - Informa o Público.

SUGESTÃO DE LEITURA PARA O FIM DE SEMANA
Carlos Pinto Coelho é o autor de A MEU VER, um volume de 320 páginas que contém dezenas de fotografias que o jornalista fez em países da Europa, África, Ásia e Américas. Essas fotografias foram vistas e seleccionadas por grandes nomes da cultura de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, que escreveram textos inéditos para as imagens da sua preferência. Assim se juntaram poetas e ficcionistas, realizadores de cinema, jornalistas, artistas plásticos, políticos, fotógrafos, actores e cartoonistas. Posted by Picasa

O MUNDO A SEUS PÉS... Em Portugal há muitas pessoas que acreditam que o Superhomem existe. (Foto aqui.)Posted by Picasa

AFINAL O MINISTRO ERA OUTRO

Mariano Gago negou, ontem, ser ele o ministro que José Tavares aludiu como estando "pessoalmente contra o Projecto" à vinda do MIT (Massachusets Institute of Tecnology) para Portugal. Afinal, se este não é, onde está o outro?

COITADO DO VILARIGUES
António Vilarigues insiste, hoje no Público, no insulto a Pacheco Pereira, mas agora acobardou-se atrás de uma explicação idiota: a sua frase “Pacheco Pereira, nas reuniões estudantis da Academia do Porto, fez discursos inflamados sem ir parar aos calabouços da PIDE” é um facto e não um juízo de valor. Só iam presos os mais responsáveis – escreve, numa ampliação do disparate. Coitados. Cegos e sem bengala caminham à toa.

ATÉ AMANHÃ

(Vlad Gansovsky) Posted by Picasa

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Espera aí que eu já vos tramo. Só preciso de chegar a segunda-feira - pensa ele. Posted by Picasa

COMBINAÇÕES "Eu sabia que a combinação havia de voltar... Eu quero uma cor champagne, se faz favor!" No Código de Santiago Posted by Picasa