domingo, 30 de março de 2008

||| Não se paga! Não se paga. *

Esta história de todos pagarem os impostos que são devidos parece que começa a ser a sério. Os trabalhadores por conta de outrem já se sentem mais acompanhados. É tempo do resto da maralha contribuir para este peditório.
(* Peça de teatro de Dario Fo).

||| Um açoriano na Madeira.

Jaime Gama foi à Madeira tecer rasgados elogios ao Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, pelo exemplo democrático, pela autonomia e pela obra feita. Jaime Gama mediu as palavras que proferiu, uma a uma, e não exagero se disser que adivinhou as reacções dos socialistas madeirenses. E como se deve ter divertido.

quinta-feira, 27 de março de 2008

||| O PCP e o Tibete.

Hoje, o PCP foi o único partido na Assembleia da República que se recusou condenar a violência no Tibete. Está, agora, ao lado dos comunistas chineses, os mesmo que no início da década de 60 do século passado avançaram com a tese dos dois imperialismos – o americano e o soviético. O PCP, a «quinta coluna» do imperialismo soviético em Portugal, segundo a tese maoísta, apesar de envergonhado, está agora, a quase meio século de distância, a reconhecer a «justeza» das teses de Mao Tsé Tung. Não se trata de engolir um sapo, mas um elefante. Hoje, no Avante, Leandro Martins, em defesa dos comunistas chineses, escreve: «Agora, o tema mediático, servido por um simpático Dalai Lama, caixeiro-viajante do império, é a «questão» tibetana, que visa apresentar a China, gigantesco país onde convivem há séculos muitas nacionalidades, como um Estado opressor, visando, pelo menos, estragar-lhe os Jogos Olímpicos. Se forem só os jogos... É que a União Soviética, destroçada também pela ingerência externa na convivência exemplar que soube construir, continua a ser um exemplo de como o imperialismo sabe ganhar com a desunião dos povos.». As voltas que o mundo dá.

||| À mão?

Quando oiço ou leio declarações de ilustres políticos da oposição, sobretudo do PSD e do CDS, atribuir ao «Estatuto do Aluno» os casos de indisciplina nas escolas, vem-me à memória uma história que, um dia, ouvi da boca de Fernando Pessa: há muitos anos, tantos que ele já não se lembrava, houve um leilão de jóias da coroa no Teatro S. Luís. A dado momento, o leiloeiro, emprestando à voz um tom solene, abriu uma pequena caixa forrada a veludo azul-escuro, e disse: - e agora, apresentamos um broche de D. Amélia feito à mão. O silêncio foi, então, quebrado por uma voz grossa, vinda do segundo balcão, que revelando incredulidade, interrogou: à mão?

||| Professores, ainda! [2]

||| Professores, ainda!

Há 3 dias que não via televisão (nem sequer vi, ontem, o Portugal -Grécia). Vi hoje o telejornal da SIC. Percebi que o país – a televisão, a oposição, os costumeiros comentadores televisivos (jurídicos, psicólogos e quejandos) - ainda se está a alimentar do caso de indisciplina de uma aluna da Escola Carolina Michaelis. Mas acrescentam outros «casos». A jornalista diz: «Há alunos que se masturbam na sala de aula». Depois, mostram novas imagens de outras situações: alunos que dão pontapés em colegas; outros que batucam no tampo da carteira, enquanto a professora debita uma lição de economia. Acrescenta a reportagem, através de uma entrevista, que «num colégio privado estas situações são impensáveis». Mostram ainda casos nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Perante esta enxurrada informativa, resta uma única pergunta: porque razão os professores estão contra a avaliação do seu desempenho? Ou será que este laxismo nas salas de aulas é da responsabilidade do Bush?

||| Livros.

1) A Tradição da Contestação - Resistência Estudantil em Coimbra no Marcelismo, de Miguel Cardina: revisitar a contestação estudantil dos últimos anos da ditadura, as suas origens e percursos, numa escrita fluente e cativante, a partir de uma tese de mestrado. De leitura obrigatória.
2) O Enigma da Praia da Luz, de Frederico Duarte Carvalho. Apresentação na próxima segunda-feira, 31 de Março, às 18h30, na Fnac do CC Colombo, a cargo de Francisco José Viegas. O Frederico romanceia o desaparecimento de Madeleine e o drama dos McCann e atira achas para a fogueira.

quarta-feira, 26 de março de 2008

||| Lisboa Parada, eólica - dizem.

Vêm aí mais corvinas e amêijoas.

||| Mais IVA, menos IVA.

José Sócrates anunciou, hoje, a descida do IVA em 1%, fixando a taxa em 20%. É pouco. Há meia dúzia de anos este imposto era de 17%. A Espanha aplica a taxa de 16%. Apesar de pouco, é curioso anotar a oposição da oposição à anunciada descida do IVA. Uns dizem que esta descida só vai beneficiar as «empresas e não os cidadãos», de onde se deduz que a dita taxa não devia descer; outros dizem que devia «descer a taxa de IRC em vez do IVA», de onde se deduz que a referida taxa não devia descer; outros, ainda, dizem que se trata de «cosmética eleitoralista», de onde se deduz que a referida taxa não devia descer. E por aí fora. Fico com a ideia que, do ponto de vista dos efeitos mediáticos, é irrelevante se se trata de subir ou de descer um imposto. Se a economia não entrasse nesta conversa, o melhor seria estar quieto.

terça-feira, 25 de março de 2008

||| Treinador de sofá.

Finalmente, depois do jogo Vitória de Setúbal-Sporting, começo a ser acompanhado no que ando a dizer há muitos meses: o Paulo Bento deve ser um bom treinador de uma equipa da segunda divisão. O Carcavelinhos ainda joga? Deixem-no ir para lá.

||| Histórias de faca e alguidar.

Em nenhum outro país da Europa (talvez na Albânia, sem que esta referência seja uma ofensa aos albaneses) um canal de televisão - no caso, a SIC – abre o telejornal com uma «notícia» de rodapé: a ida a julgamento de um dirigente desportivo, acusado do crime de corrupção activa desportiva. A acusação é o resultado de 4 anos de «investigação», refere-se a um jogo de futebol em que a equipa do acusado não ganhou e sustenta-se no testemunho de uma pessoa ressabiada que viveu com o acusado. Todos sabemos que os subterrâneos do futebol não são flor que se cheire mas, pela amostra, tudo isto não passa de uma pequena história de faca e alguidar. Uma vingança pessoal que, ao arrastar atrás de si instituições como o Ministério Público, os Tribunais e a Comunicação Social, dá a medida do nosso empobrecimento.

segunda-feira, 24 de março de 2008

||| Alma portuguesa.

Há coisas que não entendo. Quando se fala, em abstracto, em combater a «fuga ao fisco» todos estão de acordo. Quando, em concreto, o Fisco procura inquirir situações em que a fuga aos impostos é frequente – os banquetes de casamentos e serviços associados, desde fotógrafos a floristas, por exemplo – cai o Carmo e a Trindade. «Coitados» dos contribuintes são «ameaçados» com a aplicação da lei. Pressionado pela comunicação social que, quase abertamente, defende a fuga aos impostos, lá vem o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, falar em «excesso» das Finanças. Afinal, querem combater a fuga ao fisco ou não? Decidam-se!

domingo, 23 de março de 2008

||| Do Iraque ao Tibete.

Através de João Tunes chego às declarações de Jerónimo de Sousa, hoje, em Lisboa: aconselha prudência no julgamento da violência no Tibete. Ou seja, descodificando, significa que apoia a repressão chinesa. O que é normal em Jerónimo de Sousa e no PCP. O descaramento está no facto de tais declarações terem sido proferidas durante a inauguração de uma exposição sobre os cinco anos da guerra do Iraque.

sábado, 22 de março de 2008

||| Treinador de sofá.

Penáltis? Paulo Bento? Taça de quê?

||| Intendência.

O Canhoto está de volta.

sexta-feira, 21 de março de 2008

quinta-feira, 20 de março de 2008

||| Quem não se dá ao respeito, dificilmente será respeitado.

A televisão transmitiu, no telejornal de hoje, o que se passou numa sala de aula na Escola Carolina Michaelis, no Porto, filmado via telemóvel por um outro aluno, que impávido e sereno, tal como todos os outros colegas, assistia à cena escabrosa de falta respeito e agressão de uma aluna para com uma professora. O estado a que, neste país, a Escola e a Educação chegaram é o resultado de mais de 30 anos de desmandos: de governantes, sindicalistas e professores. Só é de estranhar não ser conhecido ainda o castigo exemplar à aluna autora deste desmando. Contudo, acrescento, sabendo ser politicamente incorrecto, que não é impunemente que em programas de televisão, como os Prós e Contras, professores chamam mentirosa, cara a cara, à ministra da tutela; como não é impunemente que professores vão fazer arruaça para a porta de partidos políticos ou de comícios de partidos políticos; como não é impunemente que professores se vistam de negro, colectivamente, para dar aulas ou que envolvam as escolas com panos negros para cenas televisivas; como não é impune a linguagem, muitas vezes insultuosa para com o governo, de dirigentes sindicais dos professores. Os alunos sabem de tudo isso e comentam entre eles. O respeito e a autoridade não são servidos de bandeja, conquistam-se. Quem não se dá ao respeito, dificilmente será respeitado.

||| O velho Marx dá para tudo: é só puxar o brilho.

António Abrunhosa, economista e militante do PS, no Público de hoje, escreve: «Existe uma questão central que caracteriza a crise do Socialismo Democrático e, com particular acuidade em Portugal, do PS: trata-se do progressivo afastamento da “Utupia Igualitária”, matriz Identitária do Socialismo que Marx sintetizou no princípio: “ de cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades”. Depois da questão central, vem a conclusão: «É pois nesse sentido que devemos empenhar os nossos esforços, com vista a levar a cabo, em primeiro lugar, uma Refundação Doutrinária do Partido Socialista”. Com a devida modéstia, a esta questão eu já tinha dado a resposta há quase dois anos.

quarta-feira, 19 de março de 2008

||| Recados.

Escreve Paulo Gorjão, homem avisado: «Lembram-se como Aníbal Cavaco Silva era criticado pelas suas reformas e como na hora da verdade obteve uma segunda maioria absoluta?» O recado tem um destinatário directo: o PSD. Mas, aplica-se que nem luva, ao PCP: na hora da verdade, ninguém quer uma ditadura comunista cá em cada. Nem sequer uma parte dos que têm cartão do partido.

||| Agenda cultural [13]

Hoje o Hot Club faz 60 anos. Para comemorar temos a sua Big Band, Maria João e Mário Laginha, no Cinema São Jorge.

||| O mundo está perigoso.

«Êxito que está a ser vivido no Iraque é inegável», disse George Bush, Presidente dos EUA.
«Estamos no meio de uma dura luta envolvendo sangue e fogo, uma luta de vida e morte com a camarilha do Dalai", disse Zhang Qingli, secretário do Partido Comunista do Tibete.

||| Ler os outros.

João Tunes: «…ele ficará a comer porrada comunista, daquela boa que aos operários e camponeses cai em cima do lombo para serem felizes, enquanto nós vibraremos com o salto à vara e a maratona
Sofia Loureiro dos Santos: «Ninguém se apercebe da absoluta e perigosa voracidade das inutilidades
João Pinto e Castro: «Obama aceita, no essencial, a ideologia oficial americana, tal como é inoculada nos programas da Oprah Winfrey: se uma pessoa é pobre, discriminada ou oprimida, algum mal há-de ter feito; está nas mãos dela salvar-se com a ajuda do Senhor

||| Livros.

O Manuel Alberto Valente abandonou a ASA e o grupo LeYa. Para além do amigo, por experiência própria, faço minhas as palavras do Francisco José Viegas: «Sei que é um dos últimos grandes editores clássicos portugueses. Para ele, a vida dos livros não se reduz ao negócio da edição; acompanhou cada um dos autores, cada fase do processo dos seus livros e construiu e manteve amizades fortes no meio editorial, em Portugal e no estrangeiro, o que diz bem da qualidade do seu trabalho e do seu prestígio como editor. Como autor, sei que não será possível ter um editor como ele, excepto ele mesmo

||| Sem vergonha…

é falar em liberdade e democracia e varrer o Tibete para debaixo do tapete.

||| Como dizia o poeta, trabalhar cansa.

Não é possível reformar um país melhor preparado para o descanso do que para o trabalho.

Ou, como escreve o Eduardo Graça:

«Quem se manifesta então? A classe média dos funcionários públicos auto intitulados de novos explorados, os espoliados do nosso tempo. Que é feito da classe operária que dá o título à maioria dos sindicatos? Trabalha para que se não extinga o seu posto; trabalha para que não se deslocalize a sua fábrica; trabalha para que se não perca a encomenda. Trabalha e, como dizia o poeta, “Trabalhar cansa”.»

domingo, 16 de março de 2008

|||O realismo socialista no seu melhor.

Raúl Castro adopta uma nova medida de «liberalização» económica: os cubanos poderão, em breve, alojar-se em hotéis.

||| A «felicidade» no Tibete.

O «presidente da Câmara» de Lhasa, capital do Tibete, onde as Forças Armadas chinesas procuram «agitadores» casa a casa, o senhor Doje Cezhug, colocado no cargo pelo Partido Comunista Chinês, disse hoje que a cidade «está calma» e que «a situação geral no Tibete é boa». Cezhug atribuiu a violência de sexta-feira a «um grupo de monges e arruaceiros que bateram, destruíram, saquearam e incendiaram escolas, hospitais e comércios, com o objectivo de perturbar a vida feliz e estável dos tibetanos». Até parece o deputado comunista Bernardino Soares a falar.

||| Memória e esquecimento.

A cimeira da guerra, nas Lajes, Açores, foi há 5 anos. 4 dias depois, a 20 de Março de 2003, consumou-se a invasão do Iraque. O resultado, passados 5 anos, é um milhão de mortes, um país no caos, na guerra civil e sem solução à vista. 5 anos depois da mentira das armas de destruição maciça, o Iraque é dos países mais inseguros do mundo.

sábado, 15 de março de 2008

||| Na política, a memória é muito importante.

O PCP ainda retém na memória, entre outras situações, como a arruaça que montou a Mário Soares, candidato à presidência da República, em 1985, na Marinha Grande, foi o «tónico» que obrigou os comunistas a votarem de olhos vendados em Soares na segunda volta dessas eleições. Desta vez, temendo que o único beneficiário fosse o PS, desmobilizaram a arruaça que estava a ser montada por «professores» junto ao comício do PS, no Porto. Ontem, em nota de imprensa, o PCP escreveu: «O PCP reafirma que no quadro dos direitos constitucionais tem a concepção de que os protestos devem ser dirigidos ao poder político e às associações patronais e não a instalações ou actividades partidárias.» Quando os «professores» foram fazer arruaça para a sede do PS, no Largo do Rato, há duas semanas, o entendimento do PCP sobre os direitos constitucionais, nesta matéria, ainda não estava consolidado…

||| Ler os outros.

Como diz o Jumento: «Até aqui tem havido uma guerra surda entre a extrema-esquerda e o PS, quando estiver em causa a democracia essa luta dirá respeito a todos os democratas

||| Leituras matinais.

«Sabia que Portugal é um dos países onde os professores mais ganham? E também um daqueles que mais dinheiro público investem na Educação? E um dos que mais desigualdade perpetuam no sistema? E um dos que piores resultados têm
Henrique Monteiro, Expresso, 15.03.08.
«A reacção da Igreja talvez tenha beneficiado Zapatero e prejudicado Rajoy. As reivindicações do "independentismo" catalão e basco talvez tenham beneficiado Rajoy e prejudicado Zapatero. Mas, no fundo, a "memória histórica" não contou. A Igreja sofreu um vexame inútil. Os partidos regionalistas quase desapareceram. E a eleição acabou por se decidir pelas questões prosaicas da economia e da estabilidade
Vasco Pulido Valente, Público, 15.03.08.
«Ora estes dados ficam baralhados, porque não é normal, nem sequer seria expectável, que os partidos de direita, de forma mais directa ou indirecta, caucionassem ou apoiassem situações que parecem retiradas do PREC (processo revolucionário em curso, como era chamado em 1975). Ao apoiar, ou ao não condenar politicamente estes avanços dos sindicatos e das forças que eles conseguem congregar, ao não gerar um discurso político que se oponha à força demagógica (e naturalmente não democrática, na sua essência) do discurso da rua, da força dos números, das bandeiras e dos punhos erguidos, a direita contribui anacronicamente para o fortalecimento daqueles que a querem liquidar.» O PREC ocorreu numa altura em que a direita pouco existia e a que existia tinha vergonha de o ser. Neste momento em que a desorientação e falta de rumo são a marca dessa área política, a rua volta a contar
Editorial do Expresso, 15.03.08.

||| Piercings e tatuagens.

No último dia de uma semana de contestação de rua ao governo, a qual se iniciou com uma significativa manifestação do PCP, passou pelo sucesso da «marcha da indignação» dos professores e acabou com o insucesso de uma greve dos trabalhadores da Função Pública, o grupo parlamentar do PS, num «golpe de asa», como quem já esgotou a imaginação ou perdeu a capacidade de distinguir entre o essencial e o acessório, apresentou um projecto de decreto-lei sobre a proibição de piercings e tatuagens. Se a falta de oportunidade é de bradar aos céus, a «cultura» subjacente a tal proibição (de intromissão do Estado na vida privada dos cidadãos, em nome de interesses públicos, desta vez a saúde pública), é de bradar aos infernos. Haja bom senso.

sexta-feira, 14 de março de 2008

||| A democracia.

Hoje os trabalhadores da Função Pública estão em greve. Os sindicatos esperam que 200 000 trabalhadores adiram à greve. A partir das 14.30 haverá uma concentração-manifestação dos grevistas. São estes direitos elementares - greve, manifestação, expressão - exercidos nos regimes democráticos que levam os trabalhadores a repudiar as ditaduras, onde greves, manifestações, liberdade de expressão e outros direitos fundamentais são proibidos e violentamente reprimidos.

||| Os sucessos do F.C. Porto influenciam o marketing partidário?

quinta-feira, 13 de março de 2008

||| Treinador de sofá.

Eu sei que o Bolton está à beira de descer de divisão. Eu sei que a taça UEFA é a segunda divisão europeia. Mas, apesar disso, o Sporting é a única equipa portuguesa que ainda está nas competições europeia a amealhar pontos para o ranking. Paulo Bento ganhou tranquilidade até ao próximo jogo para o campeonato nacional.

||| Marcha da indignação.

«Todos eran Ingrid. Eurodiputados mostrando fotografías de Ingrid Betancourt durante el pleno del Parlamento Europeo en Estrasburgo en el que el presidente de la Cámara, Hans-Gert Pöttering, hizo un llamamiento a las FARC de Colombia para que liberen a todos sus rehenes.» [20 Minutos]
(Via O Jumento).

||| Ó patego, olha o balão.

A direita – os partidos à direita do PS, o PSD e o CDS – está a atravessar uma profunda crise de credibilidade. Todos a conhecem e, por isso, dispensa fundamentação. No entanto, a síndroma do regresso ao poder a qualquer preço empurra-os para o abismo: abraçam a cultura política da oposição comunista – a única oposição a sério a José Sócrates e ao governo socialista. Nunca, desde 74/75, a direita portuguesa esteve tão dependente de uma cultura política que lhe é estranha. Adormeceu à sobra da queda do muro de Berlim e da «estabilidade democrática» da União Europeia. Talvez se lixem!

||| Ler os outros.

Pedro Correia: «O PSD morreu. Ou antes: dividiu-se irremediavelmente em dois partidos. Há um PPD – mais regionalista, mais popular, mais enraizado na malha autárquica – e há um PSD – mais urbano, mais liberal, mais institucional – que são irreconciliáveis. (…) Santana e Ribau Esteves nada têm a ver com Rui Rio, Pacheco Pereira e Paula Teixeira da Cruz: são duas facções em guerra que a todo o momento demonstram não merecer a confiança dos portugueses

||| Distracções.

As «cabeças» bem-pensantes da nossa praça, distraídos com o «plástico socrático» não se dão conta como o PCP – partido que, em Portugal, representa o «sonho» de ditaduras implacáveis – está a minar, por dentro, as mais elementares regras da democracia, usando a capa cobarde do «anonimato» e do «espontâneo». Parece que se preparam para protestar junto ao comício do PS no Porto, no próximo sábado. Hoje, ninguém se indigna. Mas, por este caminho, mais cedo ou mais tarde, alguém terá de saltar para a rua, em defesa da democracia, e enfrentar os amigos das FARC.

||| As notícias que o Avante censura.

A selecção de futebol de sub-23 de Cuba, a disputar um torneio, nos EUA, só conta com 11 jogadores para o jogo de amanhã com as Honduras. Não pode fazer substituições porque sete jogadores, mal puseram o pé fora da ilha dos Castros, desertaram. Os desertores, «provavelmente», fazem parte do 1, 3% que não votaram na ditadura castrista.

||| Treinador de sofá.

Coitado do Chalana. Obrigaram-no a pagar as favas…

||| Revoluções.

No Contra Capa, um excelente e bem humorado blogue de Cristina Vieira, o «poder» caiu na rua: demitiram a ministra e, agora, os «sindicalistas» são quem mais ordena…

quarta-feira, 12 de março de 2008

||| Rogério Ribeiro (1930 - 2008).

Pintura de Rogério Ribeiro (via Rui Perdigão).

terça-feira, 11 de março de 2008

||| Contraditório.

João Tunes dá-nos «O CONTRADITÓRIO SOBRE AS FARC».

||| A pressa…

«A pressa gera o erro em todas as coisas» de Heródoto

(via Miguel)

||| Treinador de sofá.

A propósito deste post, do Pedro, lembrei-me deste, em que, a 20 de Agosto de 2007, se previa o futuro de Camacho.

||| Meteorologia.

Assim que esta «história» dos professores acalmar, acalma também a luta interna no PSD. Quando é para perder ninguém se mexe.

||| Diálogo à vista?

Afinal a situação não é tão grave como se suponha, nem a avaliação dos professores tão má como a pintaram. Depois da «esmagadora manifestação» dos professores, no sábado, o primeiro-ministro disse o que tinha a dizer: mantinha toda a confiança na ministra da Educação. Ao PCP e à Federação dos Professores restava prosseguir a luta, a qual tinha uma consequência possível, sobretudo por se tratar de uma luta corporativa: esvaírem-se na indiferença ou no desagrado do resto do país. Bastou António Vitorino, ontem, na RTP, sugerir que a aplicação do novo modelo de avaliação seja «aferida» durante um ano ou ano e meio para o «patrão» do Federação, Mário Nogueira, dizer: «Trata-se de uma proposta de quem sabe e percebe que há coisas que tem de ser graduais, num processo complexo». Afinal, parece, que a questão deixou de estar centrada na aplicação da avaliação em si, mas na aplicação com possibilidade de aferição. Como dizia, ontem, António Vitorino, não se deve utilizar palavras como «recuo» ou «cedência» para não minar o diálogo.

||| Políticos de plástico.

Tiago Barbosa Ribeiro: «Nicolas Sarkozy é um dos grandes expoentes desses políticos de plástico que a direita gosta de encontrar na esquerda, nomeadamente quando ganham eleições. Sarkozy vive, sempre viveu, num deserto político de lugares-comuns e numa doentia obsessão mediática. Durante a campanha eleitoral, a direita portuguesa entusiasmou-se com a notável «ruptura» que Sarkozy supostamente representaria na velha Europa e na maldita França. Mas não. Sarkozy lidera uma nova geração de políticos de direita sem ideias nem programa e a sua jactânsia fez o resto

||| Pastor a fumar.

Fotografia de João Espinho.

||| Frases soltas.

«O PSOE ganhou. Jose Luis Zapatero está de parabéns. Não é fácil, em tempo de crise, repetir vitórias em eleições gerais

Pedro Santana Lopes.

segunda-feira, 10 de março de 2008

||| A batuta.

Eduardo Pitta, a propósito da manifestação dos professores, escreveu uma frase infeliz: 50 mil manifestantes terão abdicado de pensar pela sua cabeça. De imediato, e perante uma revoada de críticas, reconheceu a infelicidade da formulação. No entanto, eu não tenho dúvidas de que é o Comité Central do PCP que, neste momento, está a discutir as próximas formas de luta dos professores. O que aí se decidir será comunicado ao senhor Mário Nogueira para cumprir. E ele vai esfolar-se para cumprir as decisões do Comité Central do PCP. É obvio que os professores aderem ou não às decisões do Comité Central do PCP, transmitidas por Mário Nogueira, se quiserem. Precisando: se não desejarem ser avaliados conforme a ministra da Educação propõe. Mas quem decide o que fazer é a «cabeça» do PCP e, sobre isso, só tem dúvidas quem nasceu já neste século… Ora, quando o CC do PCP sabe interpretar os interesses corporativos de uma classe não há formulação que resista.

||| O traidor de Belém.

A Gótica lançou a primeira obra de ficção de Matt Rees, o Traidor de Belém. Um thriller irresistível.

||| Pessimismo.

Desde sábado, José Medeiros Ferreira não pressagia nada de bom para o futuro próximo.

||| Que mau perder.

Pelo que li hoje, em alguns jornais e em alguns blogues, há pessoas que acreditam que o PP ganhou as eleições em Espanha: teve mais votos e mais deputados do que em 2004, dizem. E acrescentam: impediu a maioria absoluta do PSOE, como se o PSOE tivesse, no anterior mandato, maioria absoluta. O PSOE, que nunca tinha tido tanto votos como ontem, será governo por mais 4 anos. Ponto.

domingo, 9 de março de 2008

||| PSOE, aqui ao lado.

||| Treinador de sofá.

O Sporting - aquela cambada de aleijados - com a derrota de hoje, em Guimarães, entrou na luta pelo 6º lugar. Aguarda-se o resultado do jogo de amanhã entre o Belenenses e o Boavista. Camacho percebeu com empates, o que Paulo Bento ainda não percebeu com derrotas.

||| Naide Gomes, campeã do Mundo.

Naide Gomes sagrou-se, hoje, em Valência, campeã do Mundo no salto em comprimento em pista coberta.

||| Frases soltas.

«Para quem dela necessitar, o pagamento das quotas em notas e sem controlo centralizado abre uma primeira porta à lavagem de dinheiro ao nível do financiamento partidário».
Rui Rio, Predidente da Câmara do Porto.

||| O ponto G.

Carvalho da Silva declarou, durante a manifestação de ontem, o que para ele é óbvio: com esta ministra já não há nada a fazer. «Ou se arranja uma grua ou a ministra se evapora» – disse. Mário Nogueira, o «patrão» do sindicato dos professores, alinhou pelo mesmo diapasão, como é natural. «Com esta equipa governativa, não é possível que haja mais diálogo.» - Acrescentou. Por parte do Governo, depois da saída de Correia de Campos e da manifestação de ontem, se José Sócrates demitir a ministra da Educação dá o sinal de que o poder caiu na rua. Ora, se os sindicalistas já não falam com esta ministra e ela se mantém em funções, nestas circunstâncias, as escolas vão perder o funcionamento normal porque os professores vão estar permanentemente na rua. Quando não estiverem fisicamente, estão com a cabeça. Daqui para a frente, como as coisas estão, ou o país que ganha menos que os professores, que trabalha mais horas e que não participou na definição dos critérios que o avaliam diariamente dá sinais que está cansado da luta dos professores, ou o primeiro-ministro pede eleições antecipadas, como tira-teimas democrático ou, pior ainda, o poder cai na rua. Estarei a ser catastrofista ou esta mobilização dos professores é meramente táctica, do ponto de vista dos comunistas, e apenas serve uma prolongada estratégia de desgate do governo (deste e dos que vierem) e da democracia? A ver vamos.

sábado, 8 de março de 2008

||| O Oriente é vermelho, o Ocidente o será.

Hoje foi um dia importante na contestação ao Governo de José Sócrates, eleito há 3 anos com maioria absoluta. Aliás, desde de sábado passado, com a manifestação do PCP, que há no ar um cheiro a 1975. Mas o que me surpreende é que a direita anda eufórica e, em momentos destes, fica unida. Por exemplo, José Pacheco Pereira e Luis Filipe Menezes coincidem na interpretação da «rua» e do seu efeito benéfico sobre o «mudar de página». Com uma pequena diferença, o primeiro vai mais longe: num empolgante regresso ao passado, gostaria que o Março de 2008 fosse um prolongamento do Maio de 68. Mais consequente, naturalmente. Rumo a qualquer coisa que não se entende bem o que será. Pacheco Pereira teme que a manifestação de hoje se desfaça em espuma e não se prolongue numa greve dos professores por tempo indeterminado. Escreve, preto no branco: «Se os professores estivessem dispostos a entrar em greve, a "rua" poderia ter tido um papel de uma etapa de luta para outra. Mas duvido que os professores tenham a unidade, a força, a disposição, a resistência psicológica e financeira que são necessárias para uma greve que só seria eficaz se fosse prolongada, sem fim à vista, dura e intransigente.» A direita está eufórica a cavar a sua própria sepultura.

||| Leituras matinais.

«A manifestação desta tarde no Marquês de Pombal está intimamente ligada à de sábado passado no Rossio: primeiro convoca-se a vanguarda militante, depois o povo unitário e todos os aliados de circunstância
Fernando Madrinha (Expresso, 8.03.08).
Miguel Sousa Tavares (Expresso, 8.03.08).
«Desde a táctica de desgaste de Sócrates, que ia dos assobios de meia dúzia de activistas à entrada deste para as suas sessões de propaganda e casting, estragando-lhe os cenários e o marketing, até à sucessão de greves para culminar em greves gerais, estava em curso um treino do clima de agitação
José Pacheco Pereira (Público, 08.03.08).
«Lembro-me bem dos meus professores. Não tinham nada que ver com esta gente. Eram referências para os seus alunos. A maior parte escolheu aquela profissão porque gostava de ensinar. Talvez por isso eram todos licenciados e com um curso (dois anos) de pedagógicas
Emídio Rangel (Correio da Manhã, 08.03.08).

sexta-feira, 7 de março de 2008

||| Marchas populares.

Amanhã, em Lisboa, há uma marcha da indignação. Pessoas descontentes com algumas políticas do governo – professores, educadores, seus amigos e familiares, neste caso – vão gritar o que lhes vai na alma: «Assim não se pode ser professor». Mas, neste momento, quando se cumpre a liberdade e a democracia, quando se exercem direitos tão elementares, como o de manifestação e indignação, lembremo-nos dos povos oprimidos por regimes ditatoriais, como em Cuba ou Coreia do Norte, nos quais a manifestação e a indignação são crimes punidos com anos e anos de prisão. O sol quando nasce devia ser para todos.

||| Agenda Cultural [12]

Carlos Barroco, pintura/Objectos, »Mundo de Aventuras», 8 de Março a 29 de Março. Galeria Novo Século, Rua do Século, 23, Lisboa.

||| Ler os outros.

João Espinho: «No próximo Sábado a Câmara Municipal de Beja disponibiliza o seu autocarro, a título gratuito, para quem queira deslocar-se a Lisboa.Isto é, a CMB considera que a deslocação dos professores (e respectivos acompanhantes e familiares) à manif marcha da indignação é um serviço público que deve ser suportado por todos os contribuíntes.Isto só deve admirar quem não conhece quem está à frente da CMB e os interesses que persegue. São os interesses partidários (PCP) a sobreporem-se ao bom senso.E não há quem se indigne contra a pouca vergonha?»

quinta-feira, 6 de março de 2008

||| O estado de um Estado «policial».

Corre por aí uma história do arco-da-velha. Consta que uns polícias à paisana foram a 2 escolas, uma no Porto, outra em Ourém, procurar saber quantos professores iam à manifestação de sábado. A informação destinava-se, segundo nos contam, ao controlo dos autocarros a sair para Lisboa(?). Os comunistas apressaram-se a «aproveitar», de imediato, esta «intervenção» policial. Se estes polícias são mesmo verdadeiros é preciso saber se foram mandados ou se foram por conta própria e punir, de uma vez por todas, exemplarmente, os responsáveis destas «touradas». (É evidente que os ditos «polícias» não possuem cartão do PCP. Nem ao Tribunal Constitucional eles os mostram - os cartões, obviamente - quanto mais numa esquadra da polícia).

|||Treinador de sofá.

Ontem, o Porto jogou muito bem. Teve azar. «Infelicidade» - disse o comentador de serviço. Uns remates mal chutados. Perdeu em casa, no estádio do Dragão. Hoje, o Benfica jogou muito bem. Teve azar: uns remates mal chutados, à excepção daquele remate do «coxo». Perdeu em casa, no estádio da Luz. Também hoje, o Sporting jogou bem. Muito bem, mesmo. Empatou fora, no estádio do Bolton, em Inglaterra. Ainda corremos o risco do Sporting ficar sozinho nas taças europeias. Se isso acontecer, sou obrigado a conceder mais um «tempo» a Paulo Bento. (Isto do futebol é uma alienação das classes dominantes para distrair as massas populares do essencial: as manifestações dos professores).

quarta-feira, 5 de março de 2008

||| Professores. As coisas que eles dizem:

António Ribeiro Ferreira: «Os professores vão para a rua defender a incompetência e o laxismo. Os professores vão para a rua porque a política do Governo colocou os interesses de pais e alunos acima dos seus privilégios. Os professores vão para a rua porque o seu Ministério da 5 de Outubro está a ser substituído por um Ministério da Educação. Os professores vão para a rua, apoiados pelo PCP, PSD e parte do PS, porque têm medo de ser avaliados. Os professores vão para a rua porque a vergonha há muito deu lugar à pouca vergonha neste sítio chamado Portugal.»
Rodrigo Moita de Deus: «Nestes trinta anos de lamúrias sobre a educação que não temos, a responsabilidade já foi dos governos, dos ministros, das instalações e dos manuais. E mesmo assim o sistema não funciona. Reformámos governos, ministros, instalações e manuais. E mesmo assim o sistema não funciona. Somos dos países no mundo que mais investe per capita em educação. E mesmo assim o sistema não funciona. Mudámos tudo, culpámos quase todos. Quase todos. Claro. A culpa não pode ser dos senhores que dão as aulas
João Gonçalves: «Quando vejo um professor a falar em "hierarquia fascizante" nas escolas, não sei se me dá mais para rir ou se para chorar. Imagino o que é que os "alunos", já por si dados à "festa", andam a pensar disto tudo. Sócrates entretanto devia correr com Valter Lemos - um pequeno cacique sentado na 5 de Outubro - que não se perdia nada. O que não pode é, nesta esquizofrenia para a qual a própria contribuiu, desautorizar Maria de Lurdes Rodrigues. O cálice bebe-se até ao fim: a alternativa não pode ser o governo das escolas ficar entregue a estes descamisados tardios que raciocinam, em 2008, como há quarenta anos atrás

||| USA, 2008 [7]

Hillary Clinton vence Barack Obama nas primárias dos Democratas em de Ohio, Texas y Rhode Island, o que lhe dá um balão de oxigénio para se manter na corrida. Na campanha de Obama diz-se que «matematicamente» Clinton já não consegue ser a preferida dos Democratas, mas até ao lavar dos cestos é vindima.

||| Pequenas picardias ou o estafado exemplo da agua e do azeite.

Não se trata de descontextualizar uma frase, porque é de leitura directa: «O recurso às bandeirinhas (por parte de José Sócrates) coloca-o ao mesmo nível de um Louçã, de um Portas, de um Jerónimo ou de um Menezes.» - Escreve João Gonçalves. Eu já adivinhava que, por detrás do «manto diáfano da fantasia» com que o João cobre a sua crítica ao «socratismo» reinante, sempre considerou José Sócrates a um nível acima de todos os seus adversários políticos. A «nudez forte da verdade» vem sempre ao de cima, como o azeite.

terça-feira, 4 de março de 2008

||| Voltámos à rua?

O PS, tal como qualquer outro partido, tem todo o direito de realizar os comícios que quiser, quando quiser e onde quiser. O facto de ser o partido no governo, para o qual foi eleito por vontade da maioria absoluta dos portugueses que se pronunciaram sobre o assunto, não diminui esse direito. Isto é tão elementar que se estranha as vozes dos que, por demagogia ou má-fé, de forma aberta ou velada, comparam o comício marcado para o próximo dia 15 de Março com as «manifestações» de apoio ao governo marcelista. Vivemos em democracia, apesar de muito «boa» gente não entender isso. A questão é outra: o PS responder ao PCP – partido que vale 7% do eleitorado – e ás manifestações de rua, sobretudo dos professores, com a convocação de uma acção de rua - um comício. A realização do dito comício retira «margem de manobra» às contestações? Creio que não. Ou, talvez, antes pelo contrário. Para comemorar 3 anos de governação? Falsa questão, já que não o fez no primeiro e segundo ano. Como se escreve aqui (de onde retirei a foto), não estamos nos tempos da Fonte Luminosa, em que o PS saiu para a rua para derrotar a ameaça de uma ditadura comunista. No dia 15 de Março, ou o PS faz uma demonstração de rua que deixa o país de boca aberta, o que não creio ser possível, ou é o PS que fica de boca aberta.

||| Ler os outros.

Eduardo Graça, uma guerra suja: «as lideranças políticas da Venezuela e do Equador – admiradas por certa esquerda ocidental - mostram ao mundo a sua relação íntima com as FARC. Chavez pensa que descobriu o ovo de Colombo: vende as suas boas graças ao ocidente e, em troca, financia as FARC. Não sei qual o preço praticado por refém. Deve depender da importância, pessoal, social e política de cada um, para os compradores da sua liberdade. A França revelou que o nº 2 das FARC, morto no ataque do exército colombiano, era um seu interlocutor. Vive-se por ali um dos mais dramáticos episódios da história contemporânea com todos os ingredientes dos poderes podres: reféns, droga, petróleo e armas

||| Democracia representativa.

Ainda há quem se queixe, em Portugal, da falta de democracia participativa. Nunca, desde 1976, «a rua» esteve tão activa.

||| Notas soltas.

Hugo Chávez está tentado a alcançar num conflito militar contra a Colômbia o que não conseguiu no referendo sobre a constituição.
Domingo há eleições em França. A primeira volta das municipais. Será o primeiro teste ao estilo e às políticas de Sarkozy. Os socialistas estão à espreita da primeira desforra.
Também no Domingo, os nossos vizinhos vão escolher entre os socialistas no poder há 4 anos e a direita representada pelo PP. Ontem, no último debate, Zapatero derrotou claramente Rajoy. Zapatero, durante o seu mandato, enfrentou quem teve que enfrentar, incluindo os sectores mais retrógrados da Igreja Católica. Apesar disso, continua à frente nas sondagens.

segunda-feira, 3 de março de 2008

||| Blogue do dia.

A Cristina e o José Simões tiveram a amabilidade de distinguir este blogue como Blogue do Dia, o que agradeço - e o atraso não diminui o agradecimento -, sobretudo por vir de dois bloggers que muito prezo. Aproveito para distinguir como Blogue do Dia todos os que têm dado destaque à situação de Ingrid Betancourt – um símbolo para os defensores dos direitos humanos, da liberdade e da democracia - sequestrada e mantida em cativeiro pelas FARC há 6 anos.

||| A Educação [4]

Chegado a este ponto de contestação dos professores à avaliação de desempenho, ao Governo não resta outra saída se não avançar com a avaliação, corrigindo-a com os critérios de razoabilidade, se for caso disso. Os professores não são os donos, nem os destinatários da Educação. São uma ferramenta. Se o Governo está certo da justeza das suas propostas deve aplicá-las sem temores eleitoralistas. Neste momento, qualquer recuo é a morte do artista.

||| A Educação [3]

O postulado marxista segundo o qual a classe operária é a classe mais revolucionária porque, sendo a mais explorada, nada tem a perder na luta contra a exploração, aplica-se hoje aos trabalhadores da Função Pública. Os trabalhadores das empresas privadas sabem que se iniciarem um processo reivindicativo irrealista acabam por levar à falência a «sua» empresa e isso significa o desemprego. Os trabalhadores da Função Pública sabem que, «não têm nada a perder», e muito menos o emprego.

||| A Educação [2]

É normal a contestação dos professores: ninguém aceita ser avaliado em concreto, apesar de passar anos e anos a dizer que um dos males da Educação é a falta de avaliação de desempenho dos professores. No fundo, fico com a sensação que esta contestação é comparável às «reuniões de condomínio»: todos os condóminos estão de acordo em pintar a fachada degradada do prédio. Quando se reúnem nunca chegam a acordo sobre os orçamentos e sobre a cor a aplicar. O resultado é que a fachada continua por pintar mais uns anos.

||| A Educação [1]

Parece que a contestação dos professores à avaliação de desempenho saltou por cima dos muros sindicais. Não sei se a proposta de avaliação do governo é justa ou não. Mas não é suposto eu saber, já que, interrogados sobre os pontos da avaliação de que discordam, os professores entrevistados numa manifestação (telejornal de SIC de hoje) também não demonstraram ter ideias precisas. «É a disponibilidade, sei lá, são todos» – foi a resposta mais precisa que ouvi de um manifestante.

domingo, 2 de março de 2008

|||Aqui ao lado.

O PSOE de Zapatero, a uma semana das eleições, mantêm uma vantagem de 4 pontos (42, 9%-38,8%) sobre o PP, segundo a mais recente sondagem, a qual acrescenta que 53% dos espanhóis preferem os socialistas no governo.

|||Treinador de sofá.

O Sporting ganhou, hoje, em Alvalade, um precioso ponto na luta pelo 4º Lugar.

sábado, 1 de março de 2008

||| Liberdade e democracia.

É bom viver num país em que quem quer se pode manifestar e gritar, alto e a bom som, protegidos pela policia, que vivemos num «estado policial».