segunda-feira, 31 de julho de 2006
domingo, 30 de julho de 2006
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sábado, 29 de julho de 2006
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sexta-feira, 28 de julho de 2006
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quinta-feira, 27 de julho de 2006
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Blogue do mês.
Foram-se os anéis: um sitio onde tudo é contados pelos dedos.
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quarta-feira, 26 de julho de 2006
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terça-feira, 25 de julho de 2006
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segunda-feira, 24 de julho de 2006
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24.7.06
Leituras de fim de semana
À procura de Sana, de Richard Zimler, é uma boa história, muito bem contada, para além da acidental oportunidade: duas mulheres, Helena e Sana, amigas desde a nascença, com a particularidade de uma ser israelita e a outra ser palestiniana. Zimler nasceu em Nova Iorque, é judeu, um excelente escritor e um profundo humanista. (Mais não acrescento porque estou de acordo com Manuel António Pina: «De certa forma, a crítica literária será sempre contra a escrita e a edição. Nada do que possas dizer me fará voltar a escrever sobre os livros dos outros. Desculpem-me, outros sobre quem ousei escrever».
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Perguntar não ofende
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domingo, 23 de julho de 2006
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Com ou sem conquilhas: abertas ao natural não provocam azia.
Apanham-se as conquilhas, com o pé ou com um “chalavar”, conforme as aptidões, ali entre a ilha de Tavira e a ponta da areia, em Vila Real de Santo António – zona onde eu nasci. As conquilhas devem ser mantidas em água do mar até serem abertas. Numa frigideira, em lume forte, deita-se azeite, muitos dentes de alho esmagados e um molho de coentros. Depois é só deitar as conquilhas e tapar a frigideira. Quando estiverem abertas, mas antes de tirar do lume, esprema um limão.
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sábado, 22 de julho de 2006
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sexta-feira, 21 de julho de 2006
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quinta-feira, 20 de julho de 2006
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quarta-feira, 19 de julho de 2006
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terça-feira, 18 de julho de 2006
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segunda-feira, 17 de julho de 2006
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domingo, 16 de julho de 2006
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M
emórias da América Latina (2)
Casa com Bicicleta e Casa de Cultura com areia, (Elaine Ling, Havana 2002)
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Memórias da América Latina.
Mulheres indígenas quiches velam as ossadas desenterradas num cemitério clandestino com restos de vítimas de um massacre cometido pelo exércitoguatemalteco nos anos oitenta, no interior da igreja de San Andrés Sajcabaja.
foto Jorge Uzon "Gautemala"1996 - 2000)
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16.7.06
Falência geral de tudo por causa de todos!
Falência geral de todos por causa de tudo!
Falência dos povos e dos destinos — falência total!
Desfile das nações para o meu Desprezo!
Tu, ambição italiana, cão de colo chamado César!
Tu, «esforço francês», galo depenado com a pele pintada de penas! (Não lhe dêem muita corda senão parte-se!)
Tu, organização britânica, com Kitchener no fundo do mar mesmo desde o princípio da guerra! (It 's a long, long way to Tipperary and a jolly sight longer way to Berlin!)
Tu, cultura alemã, Esparta podre com azeite de cristismo e vinagre de nietzschização, colmeia de lata, transbordamento imperialóide de servilismo engatado!
Tu, Áustria-súbdita, mistura de sub-raças, batente de porta tipo K!
Tu, Von Bélgica, heróica à força, limpa a mão à parede que foste!
Tu, escravatura russa, Europa de malaios, libertação de mola desoprimida porque se partiu!
Tu, «imperialismo» espanhol, salero em política, com toureiros de sambenito nas almas ao voltar da esquina e qualidades guerreiras enterradas em Marrocos!
Tu, Estados Unidos da América, síntese-bastardia da baixa-Europa, alho da açorda transatlântica nasal do modernismo inestético!
E tu, Portugal-centavos, resto da Monarquia a apodrecer República, extrema-unção-enxovalho da Desgraça, colaboração artificial na guerra com vergonhas naturais em África!
E tu, Brasil, «república irmã», blague de Pedro-Álvares-Cabral, que nem te queria descobrir!
Ponham-me um pano por cima de tudo isso!
Fechem-me isso à chave e deitem a chave fora!
Álvaro de Campos, Novembro de 1917
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sábado, 15 de julho de 2006
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Estão sempre a distrair o pessoal...
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sexta-feira, 14 de julho de 2006
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Coligações (2): Começo a não ter dúvidas...
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Coligações (1)
Começo a não ter dúvidas: o Governo resulta de uma coligação PS/PSD sob a direçcão exclusiva do PS e em que o PSD está excluido da ocupação de lugares ministeriais:
«Ideologicamente, a situação é ainda mais complicada. Eu sou um homem da direita moderada (aquilo que a direita musculada chama "um homem de esquerda"). O Governo é um Governo de centro-esquerda (aquilo a que esquerda ideológica chama "um Governo de direita"). Assim, tenho dificuldade em embirrar com este executivo dito socialista. Chego a pedir interiormente a Sócrates que diga qualquer coisa de esquerda (como no filme de Nanni Moretti), para que eu o critique com convicção. Mas o máximo que Sócrates consegue é um remoque à General Motors. No mais, um reformismo sem ideologia e muita bazófia. Alguns coices à "esquerda conservadora e corporativa". E a ideia totalmente direitista de que se há contestação sindicial, isso é uma "homenagem ao Governo". » Pedro Mexia, DN 13.07.
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quinta-feira, 13 de julho de 2006
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quarta-feira, 12 de julho de 2006
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terça-feira, 11 de julho de 2006
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segunda-feira, 10 de julho de 2006
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10.7.06
Da noite Ela trabalhava numa casa de alterne. Ele alternava as noites entre casa e casas de putas. Ela vestia sempre preto. Ele achava o preto deslocado. Uma noite sentou-se na mesa dela. Ofereceu-lhe uma bebida e um sorriso. Ela aceitou a bebida. Hesitou no sorriso. Aceitou.
Procurou-lhe os olhos. Ela baixou-os. Ele gostou.Ele não falou. Ela nada disse. Olhava-a. Ele ficou na mesa dela toda a noite. Lendo, interpretando o silêncio. Os gestos pudicos, o negro da roupa. O recato numa casa de putas. No fim da noite ela saiu sem lhe perguntar se a queria. Simplesmente, levantou-se e saiu. Ele voltou na noite seguinte e todas as noites. A noite dele a mesa dela. O dia dele a espera da noite. A espera dela. Uma noite ele estendeu-lhe a mão. Saíram. Na rua falou dele. Falou dela. Falou na casa que era dele onde uma estranha habitava. Não ela. Falou no lugar que era o dela. Ela não pertencia ao lugar. Não era o lugar dela. Tão diferente o preto que ela vestia da cor do lugar. Tão diferente o silêncio dela dos sorrisos falsos, das palavras abundantes e ocas. Tão diferente o recato, o pudor nos olhos baixos, da luxúria, da oferta do corpo no lugar. Ela apertou-lhe a mão como se só ele entendesse. Ele sentiu-se único e responsável. Ela fez amor com ele como se o amasse. Ele fez amor com ela amando-a. Ele deixou de alternar entre casa e casas de putas. A noite, o bar, a mesa dela, casa única. Uma noite ele assumiu perdas e derrotas, impotência e exageros. Disse-lhe: - Vem viver comigo. Ela apertou-lhe a mão. Nessa noite não pegou, como todas as outras noites, no dinheiro que ele pousava ao lado da mala. Como se não existisse compra. Como se nunca tivesse havido venda. Fez amor com ele como se o amasse. Ele fez amor com ela amando-a. Chamando-a sua. No dia seguinte esperou-a no quarto feio e frio a que chamava agora lar. Ela não chegou. Esperou-a mais um dia e uma noite. No outro lado do telefone o silêncio. Procurou-a. A mesma mesa. O mesmo vestido preto. O mesmo recato. Outro homem. Agarrou-a por um braço. Gritou-lhe dor e amor. Declarou-se perdido, a culpa dela. Alguém o expulsou da noite, do bar, da mesa, da vida dela. Alguém lhe disse rindo: - É a melhor puta da casa. (O regresso de Encandescente)
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10.7.06
domingo, 9 de julho de 2006
Italia Campione del Mondo
Milhões de italianos ocuparam as ruas e as praças de todas as cidades de Itália mal acabou o jogo com a França. A festança vai durar até às tantas. Vai ser a noite mais longa dos últimos anos - dizia um reporter televisivo. Tal como cá, lá também deve haver meia dúzia de jarretas que se incomodam com o barulho, com as bandeiras italianas, com as buzinas. Lá, tal como cá, também deve haver meia dúzia de cinzentões que ficariam contentes se a Itália perdesse. (Cartão vermelho directo ao Zidane?)
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9.7.06
Como não Morrer de Sede no Inferno
Francisco José Viegas é o autor do livro com o título em epígrafe, cujo lançamento é no dia é a 19 de Julho na Cervejaria Trindade. «Isto não tem nada a ver com literatura. Gosto de cerveja e escrever sobre cerveja faz parte do lado festivo da vida que é preciso preservar» - Disse o autor à Lusa. Nesta tarde calmosa de Alentejo profundo, com 42º graus à sombra, como eu te entendo.
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9.7.06
Sectarismo estrábico
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