quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

||| Estado de alma de quem votou socialista (tal como metade dos portugueses).

«Na minha modesta opinião, enquanto Manuel Pinho e Mário Lino forem ministros, não se pode falar de “remodelação”.»
Pedro Rolo Duarte.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

||| Poesia erótica à Mendes Bota ou como essa do Fascismo é visão de iluminados.

«Salazar era ditador e não enganava, mas agora temos uma democracia formal, que é uma ditadura que oprime os cidadãos».
Mendes Bota, in Correio da Manhã.

||| É a vida!

Há dois anos, muitos dos que votaram nas eleições presidenciais em Cavaco Silva, fizeram-no acalentando a esperança de que o centro das decisões - a governação - passasse para o palácio de Belém. O João explica aos incrédulos que o sonho se realizou. Resta a dúvida: não sei se a contento dos interessados.

||| Agenda Cultural [4].

Evelina Oliveira, Galeria S. Mamede, . Rua da Escola Politécnica, 167,LISBOA.

||| Fasquia baixa.

Se António Pinto Ribeiro, o novo ministro da Cultura, tiver um mínimo de engenho (mesmo que não tenha arte), pode fazer num mês o que a sua antecessora não fez em quase 3 anos.

||| Quem fala verdade não merece castigo.

«... a verdade é que me habituei a ver um certo senhor a denunciar veementemente a incompetência dos políticos por nada fazerem no que concerne aos assuntos relacionados com a Segurança Rodoviária, de seu nome Manuel João Ramos. Este cidadão veio a integrar a Lista encabeçada por Helena Roseta, "Cidadãos por Lisboa", candidata à Câmara de Lisboa, lista esta também caracterizada pelo discurso anti partidário... Afinal das 22 reuniões de Câmara realizadas desde que tomou posse, este Vereador apenas participou em 10, ligeiramente menos de metade... Parece que tem um projecto de investigação na Etiópia
Samuel Cruz (Rumo a Bombordo).

||| Diálogos absurdos.

- Então, finalmente despediram Correia de Campos.
- Um sinal de fraqueza de José Sócrates.
- Como? Todos os dias me dizias que Correia de Campos devia ser remodelado.
- Mas isso era só para hoje poder dizer que foi um acto de fraqueza.

||| Desligar a aparelhagem.

Uns dizem que as manifestações de rua marcaram o destino de Correia de Campos; outros acrescentam que se não fosse o empurrão de Manuel Alegre o ministro não teria caído. Uns dizem que José Sócrates fez bem em substituir o ministro da Saúde; outros dizem que foi um mau sinal, um sinal de cedência à pressão da rua. Mas, para além da espuma que se desfaz depois da tomada de posse da nova titular do cargo, o que fica? Nada, porque o essencial das medidas do governo já foi realizado pelo «despedido». Daqui para a frente resta gerir as mudanças. E nada melhor do que uma nova cara, um novo estilo. De preferência com um sorriso nos olhos e uma atitude dialogante, como quem já não pode alterar nada do que está feito. No fundo, o que a própria indigitada disse: defender o que foi feito e defender o Serviço Nacional de Saúde. É uma boa síntese. Quem se encarniça com a «remodelação» do ministro da Saúde é porque queria «música» até ao fim do mandato. Parece que José Sócrates desligou a aparelhagem.

||| Agenda.

Cumpriu-se a Agenda de Janeiro.

||| Costa da Caparica, um «modelo» aqui ao lado.

«Numa aberta fui hoje à Costa da Caparica ao fim da tarde.
Aquela que podia ser a nossa Santa Mónica para muito melhor, é um território desordenado, poluído, em estado de pré-catástrofe, um subúrbio com mar ao fundo.
Dói ver assim a Costa da Caparica. (...)
A Costa é um fartar vilanagem de betão, lixo, zinco, tijolo e merda.Hoje estavam a ser destruídos algumas das barracas nojentas que durante anos serviram de esplanadas ( ali sim a ASAE devia intervir !) mas ao lado já cresciam a bom ritmo outras edificações para as substituírem, muito maiores, a uma escala mais esmagadora, aliás dialogando com os mamarrachos em construção ao fundo na avenida marginal....
A Caparica é uma vergonha para a comunista Câmara de Almada, mas há mais, muito mais lá para o fundo para a Cova do vapor ou do lado oposto na Fonte da Telha. A Câmara pode não ser responsável por tudo aquilo, porque inexplicávelmente não pode tutelar tudo, mas o seu silêncio é cúmplice e condenável.»
Luiz Carvalho (Instante Fatal).
* Fotos Luiz Carvalho, obviamente.

||| Citações.

«Trinta e três anos depois da luta homérica contra a unicidade sindical, com todas as consequências negativas que teve para a divisão sindical e política da Esquerda, o PCP parece não ter aprendido nada, demonstrando agora querer, como o Público de 26 deste mês revela, transformar o líder da CGTP/IN, Manuel Carvalho da Silva, num robot ao seu exclusivo serviço. Pareceria não ser possível depois de tudo o que se passou - e perderam -, mas é verdade! Voltaram à instrumentalização dos sindicatos, como "correia de transmissão" do PCP.»
Mário Soares, DN, 29.0108.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

||| Mentiroso.

Hoje, quarenta ou cinquenta manifestantes chamaram «mentiroso» ao primeiro-ministro à entrada da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), onde José Sócrates foi presidir à criação do Instituto de Inovação e Investigação. De salientar que João Torres, líder da União de Sindicatos do Porto declarou à comunicação social que aquele protesto foi “um acto espontâneo” .

domingo, 27 de janeiro de 2008

||| Gostei de ler.

SNS: o outro telefonema de Alijó. António P. (Fim-de-semana alucinante).
Por exemplo. Rui Bebiano (A Terceira Noite).
As palavras, o tom. Francisco José Viegas (A Origem das Espécies).

||| Treinador de sofá.

Só conta para o campeonato da segunda circular, mas foi bonito calar a claque azul desde os 14 minutos de jogo. É obra!

||| Agenda cultural [3].

Passe os olhos pelo Cenáculo - Boletim on-line do Museu de Évora. Este é o nº 2 e merece leitura.

||| A luta da memória contra o esquecimento.

Em 1976, um jovem comunista soviético, de seu nome Sergei Yastrzhembskiy, aprendeu português e trabalhou numa tese dedicada à «Revolução Portuguesa». Inevitavelmente, «encontrou» no caminho Mário Soares e se interessou pela personagem («as suas posições face à sociedade e à política não podiam deixar de me interessar enquanto investigador»). Deste interesse nasceu, em 1981, um livro que foi publicado com uma tiragem de 300 exemplares e divulgado sob a chancela «para uso interno», como conta o autor. A editora Temas & Debates acaba de publicar o dito texto sob o título Mário Soares e a Democracia Portuguesa Vistos da Rússia. É um texto interessante, sobretudo do ponto de vista da memória. Transcrevo um parágrafo para situar a óptica do autor: «Confrontam-se duas tendências opostas: a escalada da ofensiva reaccionária contra as conquistas progressistas da revolução de Abril e a luta da esquerda e das massas populares em defesa do que então se conseguiu. (…) Foi precisamente durante a governação do I Governo Constitucional dos socialistas que se enveredou pelo caminho da redução dos direitos económicos dos trabalhadores e progressivamente pela suspensão das conquistas do 25 de Abril
A leitura deste texto, agora transformado em livro, de Sergei Yastrzhembskiy, faz-nos avivar a memória dos anos 1974-1980 e, sobretudo, comparar o que hoje se diz sobre os mesmos temas: ataques aos direitos sindicais, restrições das liberdades dos trabalhadores e por aí fora. O PCP não mudou, e todo o mérito lhe é devido por isso. Diz sempre a mesma coisa a partir da «análise da luta de classes». Mas podemos comparar os outros protagonistas de ontem. Nalguns casos é interessante constatar, na óptica dos comunistas, como os «reaccionários» de há 30 anos se transformaram nos «progressistas» de hoje. Cito, por exemplo: «O diploma que provocou a maior indignação e resistência dos trabalhadores foi a Lei Barreto, que previa sérias restrições das conquistas dos trabalhadores rurais da zona da reforma agrária. A lei em questão condenou ao desemprego três em cada quatro trabalhadores rurais das províncias do Alentejo e Ribatejo.» Restringir as conquistas dos trabalhadores e lançat no desemprego 75% dos trabalhadores rurais da zona da reforma agrária é obra! Vale a pena ler este livro de Sergei Yastrzhembskiy, cuja publicação em português foi sugerida por Mário Soares. Voltarei ao tema.

||| Para que a memória não se perca.

O meu amigo João Soares, de Auschwitz, enviou-me hoje, 27 de Janeiro de 2008, uma mensagem: para que a memória não se perca.

||| Tranquilidade.

||| Pela nossa saúde (4).

«Ainda ninguém provou que existem agora mais mortes porque fecharam urgências, ou mais partos em ambulâncias devido ao encerramento de maternidades; ainda não houve qualquer pedido para um debate sério e digno sobre a política da saúde em Portugal; ainda não se ouviu nenhuma proposta de contra-reforma daquela que o actual Governo pôs em marcha depois das conclusões do estudo encomendado a uma comissão especializada; nunca foi equacionado qualquer pacto de regime entre os dois partidos que alternam no poder, PS e PSD, sobre esta questão fundamental.·

Perante uma reforma mal explicada a quem dela deve usufruir e o aproveitamento das suas consequências, os episódios a que se assiste só desprestigiam o País e alimentam a descrença da população nos políticos e nas suas políticas. E o pior é que a cada mudança de Governo é preciso começar tudo de novo.»
Editorial do DN, 27.01.08.

sábado, 26 de janeiro de 2008

||| A ponte é uma passagem para a outra margem.

Caro Luís: convido-o a ler de novo o que escrevi e que mereceu a sua referência. Não estou a ver Manuel Alegre a fazer o papel de Chávez. Esse papel reserva -o para o Louçã. Por isso, em nenhum momento atribuí a Manuel Alegre (também li as suas declarações a esse respeito) a intenção de criar um novo partido, apesar de pensar que há, entre os seus apoiantes, essa forte tentação. Apenas referi as «movimentações» que o estão a pressionar, como noticia o DN e projectei as consequências. Quanto ao «sonho bolivariano», a que está associado o populismo e a demagogia, bem como a «maioria de esquerda», tem autores concretos no meu breve apontamento: os «estrategas» da extrema-esquerda. E nestes, como é óbvio, não se integra Manuel Alegre, pelo menos atá ver. O que rabisquei apenas significa que há pressões para passar a fronteira entre uma suposta «esquerda» do PS e o «sonho bolivariano» alimentado pela extrema-esquerda. Essa ponte pode ser atravessada. Se o Luís, pessoa sempre bem informada, nos garante que essa fronteira se manterá, ficamos mais descansados.
(Quanto a tendências socialista no PS, parece que muita gente só as descobriu agora. Eu nunca lá estive de outra maneira, ao contrário dos que apoiaram todos os secretários-gerais: apoiaram Soares e depois Contâncio, apoiaram Sampaio e depois Guterres e, em seguida, o Ferro, mas só agora é que descobriram a pólvora).

||| Amêijoas e corvinas.

Esperamos que a «criatividade» orçamental das amêijoas e das corvinas do Tejo não esteja a fazer escola.

||| À espera da Primavera.

||| Leitura obrigatória.

Jaime Bulhosa escreve sobre Leitores, no Pó dos Livros. Qualquer semelhança com a coincidência é pura realidade

||| Pela nossa saúde (3).

João: tens razão, como eu não deixo de a ter. Ao ministro da Saúde compete-lhe pôr a funcionar as urgências, o SNS e sei lá que mais; À SIC, como a qualquer orgão de comunicação social, compete informar sobre os «casos» esdrúxulos que por aí vão acontecendo diariamente nas urgências, nas ambulâncias e por aí fora. Contudo, todas as competências têm limites. Manda, por isso, o bom senso que não se atribua à «política de saúde» de Correia de Campos (ou de quem quer que seja) a incompetência de um maqueiro, o desleixo de um bombeiro ou uma morte súbita à porta de um hospital sem urgências. Como também manda o bom senso que não aceite – enquanto consumidor – os critérios editoriais que integram «no contexto» de boas informações e boas notícias várias não-notícias, metendo alhos e bugalhos no mesmo saco. Porque é da nossa saúde que estamos a falar.

||| Sonhos bolivarianos à moda de Caracas.

A maioria absoluta do PS e a governação de José Sócrates deixaram um espaço de crescimento eleitoral à «esquerda». Estando o PCP completamente enferrujado, o Bloco (apesar de ser feito do mesmo material do PCP tem feito um zeloso trabalho para esconder a ferrugem) seria o natural beneficiado. Isso é tão evidente que até Louçã, em tempos, se entusiasmou. («A estratégia do BE é destruir o actual mapa político português para polarizar um campo novo que lute pelo socialismo (…) Podemos e queremos ter a maioria. As grandes ideias da política socialista que defendemos concretizam-se em programas de governo. Quando tivermos a responsabilidade de uma maioria de mudança estaremos prontos a assumi-la por inteiro.» - em entrevista ao DN). Mas a Alegre e Roseta andam a estragar os sonhos de crescimento do Bloco. Nas presidenciais, Louça atirou-se para a frente «convocando» o «povo de esquerda» a votar nele. Mas o desastre bateu-lhe à porta. Manuel Alegre ocupou o espaço de crescimento do Bloco. Nas intercalares de Lisboa, o Zé apareceu desarvorado para o sucesso eleitoral. Aqui, foi Helena Roseta que lhe saiu ao caminho. Para o ano temos eleições europeias, autárquicas e legislativas. Será o ano de todos os balanços: à governação de José Sócrates; à trajectória oposicionista do PSD; à estratégia de «luta» do PCP; aos sonhos de «maioria» do Bloco; e ao grupo de amigos de Paulo Portas. Mas, atenção, que ninguém cala a voz de Manuel Alegre. E Helena Roseta não abandonou o PS para se reformar da política. Hoje, o DN dá conta que Manuel Alegre está a ser pressionado para fundar novo partido. O descontentamento e o desencanto, por um lado, o populismo e a demagogia, por outro, podem produzir resultados catastróficos. O objectivo primeiro destas movimentações é retirar a maioria absoluta ao PS; o objectivo segundo, é formar, finalmente, um governo de «maioria de esquerda»: PS (sem Sócrates), MIC de Alegre-Roseta, Bloco e PCP. Os sonhos do «socialismo do século XXI», aquela coisa ideologicamente estranha inventada por Hugo Chávez, e soprada ao ouvido deste por Fidel Castro, atravessaria o Atlântico e chegaria finalmente a Portugal. O sonho da revolução bolivariana em Portugal poder-se-ia, então, concretizar - pensam os «estrategas» da extrema-esquerda. No entanto, há aqui um problema de calendário eleitoral. As eleições autárquicas realizam-se antes das legislativas. E será nas autárquicas que os eleitores de Lisboa vão dar opinião sobre o que pensam da coligação PS-Bloco. Os resultados em Lisboa vão, certamente, influenciar os arranjos partidários para as legislativas. De qualquer modo, «isto» vai aquecer...

||| Intolerância e estupidez.

«Comemorar o assassinato de um homem talentoso e bem-intencionado, prisioneiro do seu tempo e de uma velha história, não devia provocar a intolerância e a estupidez da esquerda. Provocou a do Bloco
Vasco Pulido Valente, Público, 26.01.08.

||| Pela nossa saúde (2)

«Ora, o que importa discutir é a racionalidade das medidas do Governo. E a verdade é que, tendo em conta as melhorias inegáveis nos índices de Saúde nos últimos 20 anos (todos os parâmetros o indicam), a evolução tecnológica dos meios de diagnóstico e de intervenção e a radical diferença da rede viária e das acessibilidades, só se entendia a manutenção dos blocos de partos e das urgências que até agora existiram como formas de não afrontar as populações de certas localidades e de aumentar a despesa na Saúde para níveis impossíveis de manter.
Ou seja, independentemente da sua total falta de jeito para a política, que é notória, o ministro Correia de Campos tem razão quanto ao fundo da questão»
Editorial do Expresso, 26.0108.

||| Há quem pense que a cabeça só serve para pensar.

A actualidade política italiana retratada pelo traço inconfundível de Pedro Vieira.

||| Uma pequena delícia!

«Mas há padres e padres. Oliverio Medina, sacerdote das FARC declarou que Cuba é «a prova de que o capitalismo não é a panaceia para a humanidade, mas sim o socialismo. Cuba é como uma irmã que brilha com luz própria
Avante, 24.01.08.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

||| Agenda Cultural [2].

Amanhã, 26 de Janeiro, às 23:00, no Hot Club, Quarteto de Alexandre Diniz. Nos dias 31 de Janeiro, 1 e 2 de Fevereiro, também às 23:00, Brückner/Möbus/Erdmann/Rohrer.

||| Pela nossa saúde.

A SIC montou tenda na Ministério da Saúde e não larga o osso. Coisas que se prendem mais com a política (de informação) do que com a saúde. Neste momento (depois de já ter noticiado, pelo menos, 5 ou 6 casos, uns graves, outros de puro folclore, a jornalista com voz melodramática, quase a soluçar, como se descrevesse o cenário de milhares de mortos de um terramoto ou de um tsunami, dá-nos conta da história de um homem a sangrar de um tornozelo que esperou 50 minutos numa ambulância. A minha condescendência – talvez mesmo o meu sorriso – deve-se, provavelmente, ao facto de eu ter vivido um tempo em que (quase) não haviam ambulâncias. Mas, apesar do meu sorriso – sorriso idiota, dirão alguns - estou ao lado de todos os protestos por uma melhor assistência, sobretudo no interior do país e aos mais idosos. A minha dúvida sincera (quase existencial) é quem, a médio e longo prazo (para além da espuma dos dias) terá razão: Correia de Campos ou os seus críticos. Espero ter saúde para ver os resultados.

||| Alma portuguesa.

Lisboa, Rua do Alecrim. Foto Francis C. Afonso.

||| Nós, que transportamos na alma um país de imigrantes...

«Dos 23 marroquinos que em Dezembro desembarcaram na ilha da Culatra, no Algarve, restam apenas duas raparigas no território nacional. Só Rajá permanece no Espaço de Acolhimento de Estrangeiros e Apátridas/ Unidade de Santo António, no Porto, onde até há pouco estavam os 21 já deportados. Falava-se muito nela na vigília anteontem à noite promovida por uma dezena de organizações não governamentais à porta. Tornou-se numa espécie de símbolo da "desumanidade" que ali se pretendia denunciar. Conta 16 anos, está grávida "de poucos meses", ali, sozinha. O seu companheiro foi dos primeiros a partir.
A outra rapariga continua à guarda da Segurança Social - à espera de uma decisão do Tribunal de Menores.
Poucos dos que Rajá deixou de ver terão chegado a casa. A entrega a Marrocos "correu muito mal", narra um deles, por telefone. Detidos pelas autoridades marroquinas, depressa se terão tornado alvo de "maus tratos". "Dei dinheiro para ter a minha liberdade", diz.
Já não parece ir a tempo o requerimento ontem apresentado pelo deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro a questionar o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, sobre a possibilidade dos cinco últimos marroquinos receberem autorização de residência. »
Público, 25.01.2008, Ana Cristina Pereira.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

||| Lembram-se?

Muito se tem falado e escrito ultimamente sobre o comportamento de Vítor Constâncio. Injustamente, porque Constâncio continua completamente igual ao que era há 20 anos quando foi secretário-geral do PS. Lembram-se?

||| A verdade a que eles têm direito.

José Simões chama a atenção - e bem - para a leitura do Avante: «Com a aplicação da Lei (prova da existência de um número mínimo de 5 000 militantes de inscritos nos partidos) estamos perante mais um passo no já vasto e preocupante condicionamento e limitação das liberdades democráticas.” Acrescentando, para dissipar dúvidas, que os autores da «limitação das liberdades» foram os comunistas, no governo de Vasco Gonçalves: A manutenção de um partido político está desde 1974 condicionada à posse de um número mínimo de filiados, que foi fixado em quatro mil no ano da Revolução de Abril. O decreto-lei de Novembro de 1974, foi aprovado quando Vasco Gonçalves era primeiro-ministro. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades … e os autores das limitações das liberdades, também.

||| Recado aos distraídos amigos de Sarkozy.

Olhem que há umas «censurazitas» ali para os lados de Paris. E ainda ninguém se lembrou de chamar fascista ao homem.

||| Política à italiana.

O governo de Romano Prodi acaba de ser despedido pelo Senado, cumprindo-se a tradição italiana de não deixar aquecer o lugar do primeiro-ministro. Por exemplo, numa década, a de 80, a Itália conheceu 12 governos e nove primeiros-ministros. Por cá, em dez anos, conhecemos apenas um primeiro-ministro: Cavaco Silva. Para além de Prodi ter sido eleito por escassas 7 décimas, o mais relevante é que encabeçou uma coligação de «centro-esquerda» que congrega 9 partidos, o que significa trabalhar todos os dias no trapézio. O ano passado caiu do trapézio, mas no último momento os parceiros de coligação meteram-lhe a rede por baixo. E voltou, assim, ao trapézio. Desta vez não havia rede.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

||| Não tenho dúvidas que arrepia!

Entre a lei e os princípios; as consequências e a «protecção» da Europa; a tradição portuguesa e a tradição socialista; o silêncio cúmplice e a memória, na verdade ninguém mexeu uma palha. Estiveram (estivemos) todos à espera do facto consumado para depois atirar foguetes. E quantas fronteiras atravessámos a salto, encalhando em todas as ilhas da Culatra, para isto. Dizes bem Francisco: vão longe os tempos…

||| Apontar na agenda.

A OBSCENA – revista de artes performativas, comemora o seu aniversário. Está disponível, a 30 de Janeiro, com uma edição de 5 000 exemplares, em versão papel. Para além da habitual edição em pdf.

||| Agenda Cultural [1].

Quem estiver para os lados de Vila Viçosa no dia 25 de Janeiro, sexta-feira, pode ir assistir, às 21 horas, ao Concerto de SHAKUHACHI por António Olias. O concerto será realizado na Igreja das Chagas, no Terreiro do Paço, em Vila Viçosa. A entrada será livre.

||| Quem?

«O CDS aparece com propostas concretas e iniciativas com evidente impacto junto da população. É muito curioso ver o maior partido da oposição nada mais fazer que acompanhar o mais pequeno. » Pedro Marques Lopes (31 da Armada).

||| Anões ou bobos da corte.

Diego Velázquez não fixou em tela apenas os ilustres da corte de Felipe IV. Também pintou os anões que actuavam como bobos da corte espanhola da época. Isto para lembrar que as Fábulas de Velázquez: Mitología e Historia Sagrada en el Siglo de Oro, no Museo do Prado, termina a 24 de Fevereiro de 2008.
(O anão Diego de Acedo, 1645, óleo sobre tela, 106x83 cm.
O anão Sebastián Morra, 1644, óleo sobre tela, 106 x 81 cm. )

||| Baralhar e dar de novo.

A badalada «Lei do Tabaco» não veio proibir ninguém de fumar. Veio tão só acautelar que os fumadores não incomodem ou prejudiquem a saúde dos não-fumadores. Dentro desta razão da lei, com a qual estou de acordo, podemos encontrar interpretações limite. Por exemplo: diz a lei que é proibido fumar nos locais de trabalho. Ora, se alguém trabalha numa ampla sala, sozinho, com amplas janelas para a rua, onde não entra mais ninguém, a proibição de fumar no local de trabalho não se aplica. Neste caso concreto, fumar no local de trabalho não viola o espírito da lei. No entanto, muita gente viola a lei ao fumar em casa, local onde a lei não proíbe fumar. Porquê? Por ser o local de trabalho da empregada doméstica. Nestes casos, fumar em casa viola a lei. Ou seja, há quem esteja proíbido de fumar no local de trabalho, mas se fumasse não prejudicava ninguém; e há quem fume em casa e com esse acto prejudica a saúde de quem trabalha e não é fumador. As leis são assim. Como em tudo na vida, é preciso ter calma.

||| Sem anti-corpos ninguém resiste.

Daqui a algum tempo, depois de esterilizados pela acção da «legislação europeia» aplicada pela ASAE, quando formos a Badajoz petiscar uns «boqueirones em vinagrete», ninguém nos salva de, no regresso, parar em todas as casas de banho que encontrarmos pelo caminho.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

||| A coisa está negra para o lado dos autarcas.

Na SIC – Notícias estão, neste momento, frente a frente, José Miguel Júdice e António Barreto. Este iniciou a sua intervenção a explicar como, em Portugal, o pequeno crime é perseguido e denunciado, enquanto o grande crime passa quase despercebido. Tudo isto a propósito do sistema financeiro. Mas, o interessante foi a frase de António Barreto a abrir: «o pequeno crime praticado por um autarca, um contrabandista, um cigano é perseguido…»

||| A velocidade dos nossos dias.

Vivemos um tempo vertiginoso. O que é verdade de manhã, quando acordamos, pode não ser verdade ao fim do dia, quando regressamos a casa. Um comentário, uma notícia não se aguentam actualizados 24 horas, mas alguns minutos. Talvez umas horas. Isso exige mais ponderação nos comentários. Mais adequação à velocidade do nosso tempo. Atentem nestes dois título de um diário on-line:
Afinal, bastaram uma horas para «o dia negro na Europa» se transformar em «cenário cor-de-rosa», usando a expressão do autor das duas notícias.

||| Sobre a nossa economia fala quem sabe (ou será que agora já não sabe?).

«Tenho que dizer, com seriedade, que está melhor, na medida em que a taxa de crescimento económico é hoje mais forte do que era quando fui eleito. A confiança, apesar de tudo, também é hoje mais forte do que era há dois anos a esta parte", disse hoje Cavaco Silva.

||| A nossa saúde.

«O caso da morte do bebé da Anadia é exemplar de até onde pode ir a instrumentalização das populações, o oportunismo político de autarcas e dirigentes partidários e a despudorada falta de imparcialidade de certo jornalismo nacional. » (ler na íntegra).
(via Causa Nossa)

||| Contra o fundamentalismo.

«Portugal é um país amável, de brandos costumes, como é habitual dizer-se. É uma das suas virtudes. Mas parece estar a tornar-se, aos poucos, num país fundamentalista. Sinal dos tempos. A recente lei antitabaco pode vir a ser um exemplo disso, mas não o único.
Não sou fumador. A não ser eventual, "se me dão", quando "o Rei faz anos", se estou particularmente bem-disposto, após um bom almoço com amigos fumadores...
Penso, aliás, que o tabaco é um mal, apesar do exemplo de Churchill, com o seu eterno charuto, de Simenon, inseparável do cachimbo, e de Camus ou de Humphrey Bogart, com os seus eternos cigarros...
Houve um tempo em que fumar era moda. As senhoras que o digam: começaram a fumar, habitualmente, no princípio do século XX. Hoje é uma actividade reprovável, senão um acto de malvadez. Passou-se do oitenta a zero, de um dia para o outro. Sem pedagogia, sem ouvir os interessados, fumadores activos e passivos, sem preparação prévia, dos estabelecimentos públicos, por decreto e por moda política da chamada "boa governação". Tenho dúvidas que resulte. Lembro-me do que sucedeu com o abolicionismo do álcool, em Chicago, nos anos trinta...
Depois criou-se a ASAE, organismo para fiscalização e protecção dos cidadãos, quanto aos artigos que consomem. Uma boa iniciativa. Claro, se houver bom senso e as intervenções públicas não se tornarem excessivas. Se a ASAE for vista como um organismo persecutório, que mete medo e estimula os bufos (um velho estigma nacional desde os tempos da Inquisição), então, não. Ao serviço das "grandes superfícies" com produtos estandardizados - sem gosto e inodoros - dos insuportáveis McDonald's, para atacar o pequeno comércio personalizado, também não. Seria acabar com as produções caseiras: o pão saloio, os bons frutos e legumes de produção individual, o mel, a flor do sal, o peixe pescado à linha e consumido no dia, em pequenas tascas, os doces locais... Acabar com tudo isso seria a ASAE, imprudentemente, destruir o que faz a nossa diferença e tornar Portugal, de norte a sul, um país apetecido e amado. Pelos estrangeiros sobretudo...»
Mário Soares , DN, 22.01.08

||| Prós e Contras.

Em regra, às segundas-feiras à noite, faço um esforço para ver os Prós e Contras quando o tema me parece interessante. Mas o resultado é invariavelmente o mesmo: dez minutos depois já desliguei. Na terça-feira de manhã leio uns salpicos, aqui e ali, e fico satisfeito por ter desligado.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

||| - Sei que não vou por aí!

Por aqui, neste triste e pobre país, «socraticamente amordaçado», emergem, cada vez mais, «sinais de carácter fascizante.» – dizem-me alguns, com voz melosa. A esperança está no outro lado do mar, também me dizem. Ainda ontem, a «democracia», mais uma vez, deu sinais de vitalidade. O povo cubano, feliz, ocorreu às urnas para eleger, pela vigésima vez consecutiva(o que equivale a 48 anos – tantos quanto durou a «democracia» do Estado Novo) o grande timoneiro da «democracia cubana»: o eterno «camarada» Fidel Castro. Não há, pois, que fugir à «realidade» porque ela, maléfica, nos apanha ao virar da primeira esquina, como nos apanhou na noite de 09 de Novembro de 1989, em Berlim. Eu, pela minha parte, sei que não vou por aí!
(Foto de uma rua no centro de Havana tirada daqui.)

domingo, 20 de janeiro de 2008

||| Homem avisado vale por dois (2).

O calcanhar de Aquiles do governo pode estar no Serviço Nacional de Saúde. A oposição parece querer agarrar esse filão. Não tem a ver com a justeza ou não das medidas tomadas e a tomar pelo Ministro da Saúde. Tem a ver com a Maria da Fonte. Não se esqueçam que a Maria da Fonte nasceu em Portugal.

||| Homem avisado vale por dois.

Medeiros Ferreira, hoje, no Correio da Manhã, avisa o seu amigo Correia de Campos: «Abrande a velocidade, caro ministro

||| Treinador de sofá.

Ultimamente, quando Paulo Bento fica à beira do abismo acontece um milagre. Há um mês atrás o milagre veio de Loulé. Ontem veio de Lagoa.

||| A ler.

Luis Paixão Martins escreveu 6 excelentes apontamentos sob o título: O fim do jornalismo tal como o vivi.

||| Eleições em Cuba?????????????????

A democracia é um bem tão precioso para os povos que obriga regimes de partido único a simularem eleições.

||| mata-frades.

Citar Pacheco Pereira numa conversa sobre blogues e bloggers é pior que citar Afonso Costa numa cavaqueira sobre religião: empobrece os argumentos.

sábado, 19 de janeiro de 2008

||| No meio está a virtude.

«Na área alimentar, o problema é grave na medida em que a situação anterior era de total descontrolo com restaurantes e pequenas industrias a atentarem diariamente contra a saúde dos cidadãos de forma quase impune. Mas o que agora se quer criar é o reino da higienização máxima só possível às grandes cadeias industrializadas da "fast-food". Ou seja, é a morte da biodiversidade regional e o encerrar da oferta alimentar mais tradicional que nos diferenciava de outras regiões turísticas. No meio está a virtude e muitos dos que hoje atacam a ASAE viveram da fraude durante anos. A situação anterior não se pode repetir é certo, mas o futuro só poderá ser risonho para a restauração tradicional algarvia com uma clarificação da lei para os agentes económicos (com muita informação clara e com trabalho de proximidade) e com a criação de uma legislação que permita aos mais pequenos preservar a tradição e ao mesmo tempo inovar sem custos absurdos. Para que tal aconteça necessitamos de políticos mais bem preparados tecnicamente, com uma maior cultura social e mais mundo na bagagem, menos linguagem burocrática e maior capacidade de perceber a sociedade de forma humilde e transversal
Pedro Graça (A defesa de Faro).

||| Frases à solta.

«A lei do tabaco é clara nos seus objectivos mas é de leitura reconhecidamente difícil

Francisco George, Director-geral da Saúde.
«Não me queixo de Sócrates»
Rui Rio, presidente da Câmara do Porto.

||| Será que alguém anda a comprar uma base de dados a bom preço?

O Reino Unido está a perder o «plano tecnológico» (Se fosse em Portugal seria entendido como mais uma ofensiva do fascismo):
1) O Fisco admitiu a 21 de Novembro ter perdido dois discos informáticos que continham ficheiros de subsídios familiares relativos a 25 milhões de pessoas.
2) A 11 de Dezembro, foi anunciado que os Correios britânicos tinham perdido dois CD-roms contendo os nomes e moradas de cerca de 6.000 automobilistas norte-irlandeses.
3) No mesmo dia, a polícia reconheceu que as informações sobre reclusos (nomes, datas de nascimento cadastro judicial) tinham sido enviadas para a morada errada.
4) Menos de uma semana depois, o governo fez saber que um disco rígido com informações pessoais de mais de três milhões de candidatos aos exames teóricos de condução no Reino Unido tinha sido perdido por um sub-contratante nos Estados Unidos.
5) A 23 de Dezembro, o Sunday Mirror revelou que nove centros de saúde tinham perdido os dados pessoais dos seus pacientes. Segundo o semanário, o centro City e Hackney perdeu um CDrom contendo os nomes e moradas de 160.000 crianças.
6) Hoje, o Ministério da Defesa britânico confirmou o roubo de um computador portátil pertencente a um oficial que continha os dados de 600.000 potenciais recrutas.

||| A ASAE vai passar à clandestinidade?

O Sol notícia que o governo, na pessoa do ministro Manuel Pinho, chamou à pedra António Nunes, o «dono» da ASAE. Parece que lhe pediram, numa primeira fase, uma estratégia de visibilidade e protagonismo. Era preciso dar a conhecer a nova polícia, as suas funções e a «luta» pelas «boas práticas». E o homem cumpriu à risca o que lhe pediram. Tão à risca que já é mais conhecido do que o próprio ministro. Mas, «Agora, porém, o Governo tem receio de que a opinião pública já receba essas notícias como um exagero ou vontade persecutória da ASAE.». Para o futuro, a estratégia vai ser a «descrição». É uma boa notícia o governo entender que a opinião pública vê a acção da ASAE como um «exagero» e uma «vontade persecutória». É uma má notícia os cidadãos não saberem o que a ASAE anda a fazer.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

||| Cesse tudo o que a musa antiga canta.

Estou (quase) sempre de acordo com o Pedro Correia.

||| É só uma questão de tempo, bom senso e interpretação de lei.

(...) É nestes artigos da lei que Francisco George se apoia para dizer que a legislação não oferece dúvidas. "As discotecas não são restaurantes, não lidam com alimentos, pelo que não estão sujeitos às mesmas restrições de espaço para fumadores", disse ao DN. Uma situação que deixa às discotecas margem de manobra para decidirem a extensão das suas áreas azuis. Acontece que o número 5 engloba não só as discotecas, como os órgãos de soberania, centros comerciais, feiras, aeroportos, estações ferroviárias, locais de trabalho, estabelecimentos de ensino (desde que tenham alunos com mais de 18 anos), lares e salas de espectáculo - que podem agora exigir tratamento igual.
DN, 18.01.08.
(Adenda: em declarações à TSF, Francisco George reforça a ideia que estamos a falar de excepções e não da regra.)

||| Lisboa e Tejo e tudo.

Foto: JSR

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

||| O realismo socialista no seu melhor (ou vou ali escrever um livro já volto). – 5

José Simões dá a resposta ao ponto 27) "Sobre a negação do direito à propaganda": negação do direito à propaganda?! qual negação?! a propaganda continua e em bom ritmo! basta ler a edição de hoje do avante! sobre a invasão soviética do afeganistão, sobre as eleições em cuba e os mafiosos em miami.

||| Como há 50 anos, o Partido decide e há uns intelectuais, compagnon de route, que alinham…

«Há quatro meses, no editorial da Revista da Festa do Avante!, dizia-se, analisando traços concretos da política de direita praticada pelo Governo PS/Sócrates que dela emergiam sinais de carácter fascizante. (...) Entretanto, o tempo foi passando e se, como tudo fazia prever, o Governo acentuou e agravou a sua ofensiva contra a democracia e as liberdades, a verdade é que, ao contrário do que eles previam, os alertas do PCP ganharam eco
Editorial do Avante, 17 Janeiro 2008.

||| O realismo socialista no seu melhor (ou vou ali escrever um livro já volto). – 4

O António deu a resposta à pergunta 26 ) Sobre as crescentes limitações nos processos eleitorias: Tão bom que é haver partido único. Sei sempre em quem votar e não há limitações.

||| O realismo socialista no seu melhor (ou vou ali escrever um livro já volto). – 3

João Espinho responde à pergunta 13) Sobre a retirada de propaganda visual e das estruturas que lhe dão suporte: Uma prática muito habitual do PCP em Beja é arrancar a publicidade de eventos promovidos por outras Câmaras Municipais que não são da CDU.

||| O realismo socialista no seu melhor (ou vou ali escrever um livro já volto). – 2

Uma gentil leitora, identificada, respondeu à pergunta 29): Quanto à reforma do ensino superior é caso para dizer Fundações mas sem estacas!!!

||| O realismo socialista no seu melhor (ou vou ali escrever um livro já volto).

António Vilaguires , num tom bem disposto, como quem me convida para um almoço, solicitou-me resposta às questões abaixo enumeradas. Apelo a 29 almas caridosas: enviem-me a resposta a cada uma das questões suscitadas ( não me tirem o prazer de responder à 9) Sobre a imposição excessiva de limitações quanto a espaços).
O que gostaria de saber é o que o Tomás Vasques pensa sobre:
1) As novas leis ditas de “reforma do sistema político”.
2) Sobre os processos de governamentalização e concentração de poderes nas áreas da segurança interna.
3) Sobre o processo de reorganização das forças de segurança.
4) Sobre os novos projectos de governamentalização da justiça.
5) Sobre o cartão único.
6) Sobre as anunciadas alterações às leis eleitorais.
7) Sobre as crescentes limitações ao direito de propaganda política.
8) Sobre as múltiplas acções visando iniciativas de divulgação e afirmação política.
9) Sobre as exigências ilegítimas de licenciamento.
10) Sobre a imposição excessiva de limitações quanto a espaços (quando a lei, e só ela, claramente tipifica os locais e regras a que deve obedecer).
11) Sobre a pretensão da obrigação de informação ou autorização prévia.
12) Sobre a invocação de abusivos regulamentos de publicidade para impedir iniciativas de propaganda.
13) Sobre a retirada de propaganda visual e das estruturas que lhe dão suporte.
14) Sobre o impedimento de distribuição de documentos escritos em locais públicos, invocando a natureza privada da propriedade dos espaços e locais.
15) Sobre a aprovação dos chamados regulamentos municipais de propaganda e publicidade.
16) Sobre a identificação de membros do PCP e da JCP, de activistas e dirigentes sindicais e associativos por parte das forças de segurança.
17) Sobre o levantamento de processos no sentido de criminalizar essas actividades.
18) Sobre as medidas que, visando a alteração da correlação de forças nas relações de trabalho, se traduzem em retrocessos graves no plano da democracia participativa e nos direitos de organização e acção sindical.
19) Sobre a proibição da actividade sindical e das comissões de trabalhadores nas empresas.
20) Sobre a perseguição e na repressão aos dirigentes sindicais e activistas e a todos aqueles que assumem a defesa dos interesses dos trabalhadores.
21) Sobre o refinamento dos mecanismos de pressão e repressivos limitativos do simples direito à sindicalização e do direito à greve. Sobre o Código do Trabalho.
22) Sobre a ofensiva contra os trabalhadores da Administração Pública.
23) Sobre a degradação das relações laborais dos profissionais da comunicação social.
24) Sobre a imposição da Lei do Estatuto do Jornalista ou da chamada flexigurança.
25) Sobre as medidas relativas à escola com a desvalorização da participação dos estudantes nas suas estruturas associativas.
26) Sobre as crescentes limitações nos processos eleitorais.
27) Sobre a negação do direito à propaganda.
28) Sobre as pressões inadmissíveis para fazer abortar as suas formas de luta.
29) Sobre a reforma do ensino superior.
Será que o Tomás Vasques nos vai dar, nem que seja sobre uma só questão, a sua opinião? - Pergunta António Vilarigues. Eu respondo: se ninguém me enviar respostas, depois do apelo que fiz ao começo, pelo menos respondo à 9) Sobre a imposição excessiva de limitações quanto a espaços. Até lá, António Vilarigues, não fique impaciente. Os truques nem sempre funcionam.

||| Vou ali escrever um livro já volto.

O Tiago já escreveu o prefácio.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

||| Nunca fales em ditadura do proletariado, nem em União Soviética porque eles acham que é truque.Aliás, a União Soviética nunca existiu.

Vou ali escrever um livro já volto.

||| Regras, liberdade e qualidade de vida.

Eduardo Pitta, quanto a matéria de regras, em abstracto, tem razão. Pode não ter razão na sua aplicação quanto ao tempo, e quanto ao modo. E o tempo e o modo são muito importantes. Quanto ao tempo: há usos e costumes, alguns seculares, que não podem ser alterados radicalmente por via repressiva, ou seja, fixar a regra, a sanção e a polícia fiscalizadora. Há situações, muitas situações, cuja mudança exige um grande esforço na educação e uma regulamentação gradual. Todos os seres humanos são iguais, mas não estou ver a aplicação de uma norma que obrigue o uso de torneiras com determinadas caracteristicas nas cozinhas das tascas de um muceque de Luanda. É uma questão de encontrar o tempo certo. E o tempo certo na Finlândia pode não ser o tempo certo em Portugal, como o tempo certo no Brasil, pode não ser o tempo certo nos Estados Unidos. Quanto ao modo: volto à torneira nas cozinhas de um pequeno restaurante. Uma coisa é fiscalizar o restaurante e dizer: meu caro, esta torneira não está de acordo com as regras. Dou 10, 15 dias, um prazo, para mudar a torneira. Voltarei após o prazo. Outra coisa é dizer, meu caro, o restaurante está encerrado até que mude a torneira. Quem diz a torneira diz muita coisa. O modo de actuação também é muito importante. A acrescentar ao tempo e ao modo há outro pormenor: porque tenho memória, não alinho, por princípio, nas soluções repressivas e policiais como base de mudanças de hábitos, usos e costumes. Acredito mais na educação e persuasão. As polícias, muitas vezes, tomam o freio nos dentes, aplicam a lei à sua maneira, são fundamentalistas. E eu não gosto de fundamentalistas. Eu gosto de viver em democracia, com todo o respeito pelos outros, mas numa sociedade de liberdade e não de imposições. E além disso há situações e situações, há regras e regras. Generalizar é o pior que nos pode acontecer.
(PS: dizia-me ontem um amigo estrangeiro há alguns anos a viver em Portugal: desde que essa coisa da asae passou pela pastelaria do meu bairro os rissóis deixaram de ser bons e de ter aquele sabor que me deliciava. O dono explicou-me que deixaram de ser rissóis caseiros e, agora, vêm congelados de uma grande fábrica. Neste caso, eu prefiro que me informem: estes rissóis são caseiros e não podemos garantir a qualidade das condições de higiene na sua confecção; estes outros são confeccionados com todas as garantias de higiene. Eu escolho. O Estado não deve impor o que eu devo comer. Deve apenas exigir que eu seja informado de que é coelho e não gato, mas deixar-me a liberdade de eu comer gato se essa for a minha opção. )

||| Primeiras damas.

Num programa de «primeiras damas», o que farão Bill Clinton e Carla Bruni, aquando de um encontro oficial entre os presidentes Hillary Clinton e Sarkozy, perguntava há dias uma humorista francesa.

||| Para que servem os radares?

Entre 16 de Julho de 2007, quando entraram em funcionamento os radares, em Lisboa, e 31 de Dezembro, a Polícia Municipal registou 261.728 infracções. Ora, parece que a Câmara de Lisboa não tem meios para processar a avalanche de infracções. E mesmo que tivesse esses meios, se o infractor não pagar voluntariamente, o que acontece? Tribunal? Meio milhão por ano?

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

||| Alma portuguesa.

O Governo falhou na previsão da inflação no ano passado. O falhanço situou-se em 4 décimas, dizem-me. O erro, traduzido por miúdos, é o seguinte: por cada 10 euros que gastamos lá se vão mais 4 cêntimos. É muito para uns; é pouco ou nada para outros. Mas, o que me leva a tocar neste assunto não é essa diferença. É, sobretudo, a satisfação que me dá viver num país que aponta o dedo a um governo que tem um erro de 4 décimas na previsão da inflação. Eu vivi num país – o mesmo que hoje discute 4 décimas – com uma inflação de 27.3 % (1977), em que baixar mais de 5% de um ano para o outro era quase indiferente (22.1 %, em1978). Vivi num país em que, há pouco mais de vinte anos – no ano da integração na União Europeia – só num ano se reduziu a inflação em quase 8% (1985 – 19,3; 1986 – 11,7%), e em que a margem de erro se situava em números inteiros. Em 1990, 5 anos depois de governo de Cavaco Silva, a inflação ainda se situava acima dos 13%. E baixar 2% no ano seguinte já foi obra. A integração europeia e a adesão ao Euro permitiram-nos atingir os valores de inflação dos nossos dias, entre 2 e 4 %. É bom, muito bom, que se discutm as 4 décimas. E melhor seria que exigíssemos deflação, como alguns defendem, em vez de inflação. Mas não me venham com a conversa de que isto cada vez está pior ou de que esta é uma conversa «situacionista». São números. São evidências.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

||| Cuidado, vem aí o fascismo? (2).

«O herói antinazi»

||| Mais um ao pé da porta.

Aqui também pode fumar.

||| Trabalho de fundo.

Luís Paixão Martins referiu o texto de Francisco Veloso (O futuro de Portugal visto de NYC) hoje publicado no Público. E acrescenta de sua justiça e saber, com a qual só posso estar de acordo: «É que, por vezes, fica-se a achar que o trabalho de marketing é um fogacho de meia-dúzia de dias e não um projecto continuado e consistente que leva o seu tempo a colher frutos.»

||| A costa oeste da Europa vista de fora.

O futuro de Portugal visto de NYC, Francisco Veloso, Público,14.01.2008. Sublinhados meus.
«Quando o influente jornal New York Times publicou recentemente a sua cobiçada lista com os "Destinos a visitar em 2008", Lisboa surgia em número dois. (…) Este destaque dado pelo New York Times a Portugal é inaudito. De facto, se procurarmos referências ao país como destino de viagem neste jornal nos últimos anos, encontramos apenas 10 apontamentos entre 2002 e 2005, e nenhum em 2006!
Mas tudo mudou em 2007. No ano que terminou, encontramos dez referências na secção de viagens do diário, tantas quanto as que apareceram nos cinco anos anteriores. Este contraste é particularmente significativo se compararmos, mais uma vez, com as referências à vizinha e gigante turístico Espanha, que nos últimos anos tem mantido uma média de 30 por ano, incluindo 2007. O destaque é significativo se olharmos também para países mais pequenos como a Holanda, que tem tido seis a nove referências anuais e oito em 2007. (…)
O que realmente surpreende no conteúdo dos artigos é o facto de a tónica dominante ser um Portugal que não esquece as suas tradições, mas também que aposta no moderno, criativo e mesmo na vanguarda (…)
Ao lermos os títulos e analisarmos os conteúdos das várias notícias, reparamos que os elementos que povoam de forma sistemática os escritos são hotéis de charme, restaurantes modernos e criativos, áreas de exposição e galerias de arte moderna, bares de vanguarda e lojas que promovem lado a lado nomes reconhecidos do design internacional e novos artistas e designers nacionais, sejam eles de mobiliário ou moda. Vários factores poderiam explicar o repentino interesse do New York Times no nosso país. Primeiro, Portugal ocupou a presidência da União Europeia no segundo semestre de 2007. Este aspecto aumentou a atenção dos media internacionais sobre o país e deverá, pelo menos de forma indirecta, ter influenciado a ideia de Portugal como destino de férias. O segundo factor é a perda de valor do dólar face ao euro. Com os turistas americanos preocupados com o seu poder de compra quando viajam, a busca de locais menos dispendiosos aumenta. E, efectivamente, a notícia que sugere Lisboa com um dos destinos de referência para 2008 refere esse aspecto de forma explícita. No entanto, se estes factores ajudam a entender a maior visibilidade, não explicam a perspectiva dominante dos artigos, que apresentam Portugal como um destino com um crescente ambiente de charme, design e modernidade. De facto, precisamente devido a este ênfase, muitos dos hotéis, restaurantes ou lojas referidos nos artigos são extremamente luxuosos, e por isso com preços que ombreiam com qualquer outro destino em França ou Espanha. Assim, vale a pena acreditar que as notícias sugerem que estamos a dar os passos certos para mudar a imagem externa de Portugal no exterior.
Jornais como o New York Times são extremamente influentes. Em primeiro lugar, o jornal tem um impressionante número de leitores. É o jornal com a terceira maior tiragem impressa nos EUA e o mais visitado site de Internet, com mais de 13 milhões de visitantes únicos por mês. Mas é particularmente importante também porque é visto como uma referência incontornável por muitos, em particular o segmento com mais poder de compra e influência na sociedade americana e na comunidade internacional, os outros media internacionais, e ainda agências de viagens. Por isso, a nova atenção dada a Portugal e, em particular, a imagem que é transmitida são muito boas notícias para o país.
Num dos artigos de Novembro, Gisela Williams escrevia que o Douro era agora um destino a caminho do futuro, com um pé firmemente assente no seu rico passado. Esta caracterização, que sumariza bem a ideia destes recentes artigos publicados sobre Portugal no NYT, transmite a imagem de um país que vale a pena ambicionar, e para o qual dá gosto contribuir. É um bom prenúncio e um factor mobilizador para que nos possamos dedicar a afirmar esta visão de Portugal neste ano de 2008 que agora se inicia
(para ler na íntegra)

||| A caminho de Alcochete.

Segundo o Rui Perdigão.

domingo, 13 de janeiro de 2008

||| Cuidado, vem aí o fascismo?

Alínea a): António Barreto escreveu: «Não sei se José Sócrates é fascista».
Alínea b) Zita Seabra, disse: «Liberdade e democracia estão em perigo».
Alínea c) O PCP é useiro e vezeiro em escrever que estamos no «grau zero da decência e do espirito democrático» (corrigido) (Vítor Dias), num «estado policial» (Luís Garra, coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco) ou na «ditadura socratiana de fachada democrática» (Miguel Urbano Rodrigues).
Alínea d) Factos: Zita Seabra e António Barreto militaram no PCP.
Alínea e) José Pacheco Pereira, num exercício demagógico, insurge-se («O absurdo é ver ataques a António Barreto por ter sido comunista há 40 anos…») quando se estabelece estas sintonias.
Alínea f) A gravidade, para Pacheco Pereira, está em evocar um estatuto de há 40 anos e não em ter dúvidas sobre se o primeiro-ministro de Portugal é ou não fascista. Ainda por cima da parte de quem devia «prezar a liberdade de uma forma que só pode ser prezada por quem não a teve».
Alínea g) Escrever «Não sei se José Sócrates é fascista» é rigorosamente o mesmo que dizer, como Bernardino Soares: «Tenho dúvidas que a Coreia do Norte não seja uma democracia».
Alínea h) Mas o que para mim parece claro para outros não será. É bom que seja assim.
Alínea i) Sei que ajudo a defender a democracia ao não alinhar na histeria anti-fascista do momento, venha ela de onde vier.

||| Treinador de sofá.

Paulo Bento, após mais o empate de hoje, no jogo com a Académica, disse uma brincadeira: «Estou hoje mais próximo de abandonar o Sporting do que estava no dia em que entrei.» O que ele ainda não sabe é que já esteve mais tempo como treinador do Sporting do que aquele que vai estar.

||| A ler atentamente. Está lá quase tudo.

A MEIO DO RIO, Nuno Brederode Santo, DN, 13.01.08.

sábado, 12 de janeiro de 2008

||| Lisboa, Praça do Comércio.

||| E ainda dizem que não há bruxas...

Novembro de 2006: Oportunidades. Março de 2007: Descalçar as botas.

||| Pequenos prazeres.

Vítor Dias (O tempo das cerejas) teve a gentileza de me meter por cima da catalã Maria Del Mar Bonet, a sua sugestão musical de hoje, sábado. E eu que sempre achei que não tinha queda para a música, nem sequer para o karaoke.

|||Refundação? (2)

|||Refundação?

|||Amor em tempo de guerra?

||| As verdades absolutas encarniçam-me.

Há quem se ache detentor da verdade absoluta. Possuidores de uma visão do mundo completa e inquestionável. Uns, porque Deus lhe disse; outros, porque Marx falou com eles; os demais, por pura vaidade. Normalmente vivem infelizes em democracia porque não gostam de ser contrariados.

|||Humores.

Há quem ache que a democracia em Portugal corre perigo. Outros, mais ousados, já falam em ditadura, em fascismo, em censura e perseguições. Mesmo aqueles que mais opiniões emitem (nas televisões, revistas, jornais) dizem-se sufocados. No entanto, o seu pensamento tem a profundidade do efémero. Amanhã, após as próximas ou outras eleições, aplaudirão na primeira fila as mesmas decisões de hoje, desde que provenientes de Marques Mendes, Filipe Menezes ou Rui Rio. Outros, os adoradores da Coreia do Norte, dirão as mesmas coisas de Marques Mendes, Filipe Menezes ou Rui Rio. Para estes, só quando o «partido» decidir tudo sobre todas as questões é que atingiremos a democracia. É o exercício desta diversidade de opiniões que me deixa tranquilo.

||| Citação (2.08)

«... se em algum período do mandato José Sócrates tem evidenciado capacidade para ouvir e mudar de opinião é precisamente este em que deixou cair o estimado referendo ao Tratado (que lhe daria muito jeito internamente mas seria perigoso para a consolidação da União Europeia) e optou pelo aeroporto em Alcochete, em ambos ouvindo o bom senso e a opinião do Presidente Cavaco Silva
João Marcelino, SÓCRATES, O ESTADO E A HISTERIA, DN 12.01.08

||| Treinador de sofá.

Mesmo com atraso, não posso deixar de dar os parabéns ao Vitória de Setúbal que esta semana, com mérito, segundo li nos jornais, ganhou um jogo com uma equipa que ainda está à sua frente no campeonato nacional.

||| Coisas que me dão prazer ou como perder a cabeça sem se chamar Maria Antonieta.

Ver um destacado militante comunista classificar-me, a mim, de estalinista. Nunca um comunista terá proferido uma ofensa tão grave a memória de Josef Stalin.
PS. Aguardo a todo o momento que o Avante me dedique umas linhas.

||| Coisas que me dão prazer.

Ver alguém que defende com unhas e dentes o defunto regime soviético, o qual, após 70 anos de «construção do socialismo», se esboroou num ápice sem direito a velório, considerar que é desonestidade intelectual (da minha parte, claro!), evocar as «amplas liberdades soviéticas» a propósito de uma conversa sobre liberdade e democracia. Para tanto, usam um truque delido, ao dizer, com o ar cândido das virgens: assim não vale, estávamos a falar «em Portugal no contexto actual».
PS. Ainda por cima renegam, por razões de oportunismo táctico, o legado teórico de Lenine sobre a ditadura do proletariado. Haja pachorra para tanto desplante.